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ESTATÍSTICAS

Registro de imóveis em Americana e Santa Bárbara cai durante a pandemia

Cartórios incentivam cadastro pela internet e agora permitem envio de documentos digitalizados

Por André Rossi

13 set 2020 às 09:41

O número de registro de imóveis em Americana e Santa Bárbara d’Oeste teve queda durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O levantamento foi feito pelos cartórios das cidades a pedido do LIBERAL.

Em Americana, de março a agosto deste ano, foram efetuados 3.653 registros. No mesmo período do ano passado, o número era de 4.446, o que representa uma queda de 17,8%.

Já em Santa Bárbara, o Cartório Zanatta teve 3.319 registros em 2020. No ano anterior, foram 3.877, um recuo de 14,3%.

Em ambos os cartórios, as estatísticas envolvem tanto os procedimentos feitos de modo presencial quanto aqueles executados através da internet.

Cartório de registro de imóveis de Americana: de março a agosto deste ano, foram efetuados 3.653 registros – Foto: Marcelo Rocha / O Liberal

Segundo o oficial de registro do cartório de Americana, Carlos Alberto Buriti, não é possível apontar apenas um único fator para explicar a redução de registros. A pandemia influenciou, mas o cenário econômico também precisa ser levado em consideração.

“É difícil a gente ter uma percepção exata disso. Podemos ter uma série de impactos para justificar a redução de registros, tanto do mercado quanto em relação a pandemia. Então é difícil a gente atribuir essa redução a um fator ou outro”, ponderou Buriti.

Desde o início da quarentena, em março, os cartórios não deixaram de trabalhar. Porém, o atendimento presencial ficou suspenso do dia 26 de março até 29 de junho.

Com o avanço da região no Plano São Paulo, foi possível a retomada por quatro horas diárias em julho. Já  o funcionamento por oito horas foi autorizado a partir de 10 de agosto.

Por conta desse cenário, os cartórios passaram a incentivar que a população realize os procedimentos pelo site www.registradores.org.br. Agora, é autorizado o envio de documentos físicos digitalizados em formato PDF, o que até então não permitido.

A mudança foi determinada pela Corregedoria Geral da Justiça, mas o seu registro depende do posterior envio do documento original ao cartório. Além de agilizar os procedimentos, o objetivo é evitar filas e aglomerações, já que as unidades só podem funcionar com 40% da capacidade.

“A pessoa pode digitalizar qualquer documento e encaminhar, não precisa sair de casa. Ninguém ficou impedido de fazer o registro durante esse período. Depois ela tem que mandar pelo Correio, mas já consegue fazer o registro sem ter que ir presencialmente no cartório”, explicou Buriti.

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