Região tem 41 casos de dengue positivos por dia desde início do ano

As cinco cidades da Região do Polo Têxtil registraram 7.126 casos confirmados da doença


A RPT (Região do Polo Têxtil) tem 7.126 casos de dengue positivos desde o início do ano, o que equivale a 41 confirmações por dia no período de 1° de janeiro até 19 de junho. A cidade que lidera no número de ocorrências é Americana, com 3.254 pessoas infectadas, segundo boletim divulgado nesta quarta-feira pela Vigilância Epidemiológica.

A segunda cidade da região com mais casos é Sumaré, que confirmou 1.450 pacientes com a doença. Santa Bárbara d’Oeste teve 1.267 positivos. Nova Odessa e Hortolândia registraram, respectivamente, 668 e 487. Os dados foram informados pelas prefeituras esta semana, e apenas Sumaré não atualizou os números desde segunda-feira, mesmo após pedidos da reportagem do LIBERAL.

Em Americana, a quantidade de casos saltou de 2.856 para 3.254 em uma semana, um aumento percentual de 13%. O bairro com mais casos segue sendo o Antônio Zanaga, com 254 confirmados até agora. Jardim América 2 e Jardim da Paz aparecem, cada um, com 101 casos.

A região confirmou três mortes provocadas pela doença, todos pacientes do sexo feminino e que contraíram o vírus tipo 2. As vítimas foram uma adolescente de 15 anos que morava em Hortolândia, uma mulher de 48 anos de Americana e uma idosa de 74 anos que residia em Santa Bárbara d’Oeste.

Os meses com mais notificações em Americana são abril (1.519 casos positivos), maio (976) e março (653). Junho até o momento tem 10 casos confirmados. Contudo, as notificações ainda estão sendo processadas – em maio, por exemplo, ainda faltam cerca de 200 fichas para serem processadas.

Com o início do inverno nesta sexta-feira, a tendência é que a dengue perca força na região. Segundo o infectologista Arnaldo Gouveia Junior, do Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, a sazonalidade da doença está diretamente ligada às altas temperaturas.

“Quando cai a temperatura, os insetos adultos morrem mais rápido. Quando cai abaixo de 10 graus, a vida deles encurta muito. Mas o ovo fica lá por seis meses. Em compensação, aumentam os carrapatos”, alertou. “Pessoal fica com a dengue na cabeça e não fica atento para perguntar de carrapato e medicar na menor suspeita (de febre maculosa).”

O profissional lembrou dos 11 casos de febre maculosa registrados no ano passado na cidade, que resultaram em nove mortes. Apesar de terem evoluções diferentes, a febre maculosa e a dengue podem ser confundidas no início – isso pode ser fatal, já que a doença transmitida pelo carrapato precisa do uso de antibiótico o mais rápido possível. Em 2019, um homem morreu com febre maculosa na cidade.

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