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Covid-19

Região do Polo Têxtil tem 283 casos suspeitos do coronavírus

Ainda são 12 mortes suspeitas pela Covid-19 nas cinco cidades da região; Instituto Adolfo Lutz tinha fila de 14 mil testes até a última terça

Por Leonardo Oliveira / Marina Zanaki

03 abr 2020 às 10:20 • Última atualização 03 abr 2020 às 18:50

As cinco cidades da RPT (Região do Polo Têxtil) contabilizam 283 casos suspeitos do novo coronavírus (Covid-19). Os números constam no último boletim divulgado pelas prefeituras nesta quinta-feira. Ainda são 11 mortes suspeitas e quatro casos confirmados da doença.

Sumaré é o município que concentra o maior número casos e mortes com suspeitas da Covid-19. São 111 pacientes em isolamento, 39% do total de notificações na região. Seis óbitos ainda estão em investigação na cidade para confirmar se a causa foi o vírus.

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Americana: Segundo a prefeitura, são três casos confirmados. O último deles divulgado ontem é o de uma mulher de uma mulher de 67 anos que mora na cidade e está em isolamento domiciliar. Os outros dois  são de um homem de 70 anos, internado na capital paulista, e o empresário Gustavo Azzolini, de 40 anos, que já está curado. Ainda há 37 notificações e uma morte suspeita para a doença.

Hortolândia:  A cidade tem um caso confirmado. Trata-se de um homem de 38 anos, funcionário da empresa alemã Bosch. Ele passou por atendimento na rede pública e privada de saúde e está em isolamento domiciliar, segundo a prefeitura. Outros 75 casos são dados como suspeitos.

Nova Odessa: São duas mortes suspeitas pela Covid-19. O Estado havia informado, na terça-feira, um caso positivo em Nova Odessa. A cidade tem ainda 12 casos suspeitos.

Santa Bárbara d’Oeste: Três pessoas morreram com suspeita da doença no município. De acordo com a prefeitura, os pacientes eram um homem de 62 anos, que morreu no dia 25 de março; um outro homem de 48 anos, que morreu no dia 28 do mesmo mês; e uma mulher de 73 anos, que morreu também no dia 28. Os dois homens estavam internados no pronto-socorro Edison Mano e a idosa estava no Afonso Ramos. A cidade ainda tem 49 casos sob investigação.

Força-tarefa para agilizar testes 

Até a última terça-feira, o Instituto Adolfo Lutz possuía uma fila de 14 mil testes aguardando resultado. Esse é o principal motivo da demora para confirmar ou descartar os casos suspeitos. O Estado realizou, nesta quinta-feira, uma força-tarefa para processar 201 exames de pacientes que morreram com suspeita do coronavírus. Até o momento, nenhuma das 11 mortes suspeitas da RPT recebeu resultado positivo.

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Além disso, foi ampliado o número de locais habilitados para realização dos testes. Um deles é o Hospital das Clínicas da Unicamp. Segundo a assessoria da Unicamp, os procedimentos ainda não começaram a ser realizados na unidade campineira. A condução dos diagnósticos será realizada pelo Laboratório de Patologia Clínica do HC e pelo professor Alessandro Farias, coordenador da frente de diagnósticos da força-tarefa.

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