Região do Polo Têxtil monitora 38 casos suspeitos do novo coronavírus

Americana investiga suspeita em uma menina de 2 anos que esteve no Catar; Hortolândia e Sumaré somam 30 notificações


Foto: Marília Pierre/Prefeitura de Americana
Uma reunião realizada na Secretaria de Saúde de Americana nesta terça-feira contou com autoridades de diversas áreas

A RPT (Região do Polo Têxtil) investiga 38 casos suspeitos de coronavírus. Um desses casos é de uma menina de 2 anos, moradora de Americana e que esteve no Catar.

Todos os pacientes investigados estão em isolamento domiciliar, mas um morador de Hortolândia foi transferido ao Hospital Estadual de Sumaré. Até o fechamento desta reportagem, não havia informações sobre seu estado de saúde.

São 15 suspeitos em Hortolândia, 15 em Sumaré, sete em Americana e um em Nova Odessa.

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Americana registrou nesta terça-feira duas novas suspeitas. Os pacientes são uma menina de 2 anos que esteve no Catar e um homem de 30 anos que teve contato com um paciente positivo para coronavírus na cidade de São Paulo.

Uma reunião realizada na Secretaria de Saúde de Americana nesta terça-feira contou com autoridades de diversas áreas. Estiveram presentes representantes da área da saúde, segurança pública, comércio, Ministério Público e educação.

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O evento foi convocado pelo Secretário de Saúde de Americana, Gleberson Miano, para alinhar informações e as condutas em âmbito municipal. Ele declarou, durante a reunião, que o principal problema é a curva de transmissão.

“Nenhum sistema de saúde, seja publico ou privado, esta preparado para uma quantidade dessa de pacientes ao mesmo tempo, não temos tantos leitos disponíveis, não temos profissionais”, afirmou durante a reunião.

Os médicos infectologistas Arnaldo Gouveia Júnior e Juliana Ribon explicaram a estratégia usada pelo Ministério da Saúde para tentar “achatar” a curva epidêmica nas próximas semanas.

“O problema são os idosos pegarem todos juntos e você precisar, de repente, por duas semanas, de 50, 100, 200 leitos de UTI. Isso não é ruim só para o idoso, mas também para quem infartou, foi atropelado, tomou um tiro, não tem nada a ver com isso e precisa ir para a UTI. Vai ter transmissão, não tem jeito de acabar com o vírus, como vamos fazer para não ser concentrado de uma vez? É uma estratégia de isolamento social”, explicou Arnaldo às autoridades reunidas.

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Além da Capa, o podcast do LIBERAL

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