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Covid-19

Região de Campinas recua para a fase laranja do Plano São Paulo

Mudança ocorre em função da alta ocupação de leitos primários e leitos de UTI

Por Marina Zanaki

26 fev 2021 às 13:20 • Última atualização 26 fev 2021 às 15:11

Em função do agravamento da segunda onda da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a região de Campinas recuou da fase amarela para laranja na reclassificação desta sexta-feira (26) do Plano São Paulo. A nova reclassificação começa a valer a partir de segunda-feira (1º).

O governador João Doria (PSDB) justificou que a mudança ocorreu em função da alta ocupação de leitos primários e leitos de UTI (Unidades de Terapia Intensiva).

Confira como fica a atualização do Plano São Paulo, anunciada nesta sexta-feira (26) – Foto: Divulgação

O Departamento Regional de Saúde de Campinas, que inclui Americana e outros 41 municípios, tem 73,4% dos leitos de UTI Covid ocupados, acima do limite de 70% da fase amarela. Os leitos de enfermaria têm 47,7% de ocupação.

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Também passam da fase amarela para laranja as regiões da Grande São Paulo, Sorocaba e Registro. As regiões de Marília e Ribeirão Preto passam da fase laranja para a vermelha, a mais restritiva.

Apenas a região de Piracicaba teve melhora no Estado de São Paulo e foi classificado para a fase amarela.

Na fase laranja do Plano São Paulo, as regras são:

  • funcionamento de estabelecimentos comerciais somente até as 20h (na fase amarela, era até as 22h);
  • bares não estão autorizados a funcionar (na fase amarela, estava autorizado);
  • ocupação máxima de 40% (mesma ocupação da fase amarela);
  • funcionamento dos estabelecimentos está limitado a 8 horas diárias (na fase amarela, podia por 10 horas);
  • parques seguem autorizados a funcionar;
  • não há restrição específica de funcionamento para nenhum setor da economia.

Toque de restrição
A partir desta sexta-feira (26) começa a valer o toque de restrição imposto pelo governo estadual. Na prática, ele apenas vai aumentar a fiscalização contra aglomerações e impedir a circulação entre 23h e 5h por motivos que não sejam “essenciais”. Clique aqui e entenda como vai funcionar essa medida.

Internações

O Estado de São Paulo registra 6.767 pacientes internados em leitos de UTI, seja com suspeita com confirmação para coronavírus. Esse número já é 8% superior ao primeiro pico da pandemia, em julho.

A atual semana epidemiológica, que ainda não chegou ao fim, já registra aumento de 13% nas internações em relação à semana anterior. Nos últimos quatro dias, foram quase 400 novas hospitalizações em terapia intensiva.

Secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn lembrou que no atual ritmo haverá esgotamento dos leitos de UTI em 20 dias.

“Estamos fazendo o melhor, mas tudo tem limites. Recursos, recursos humanos, médicos, enfermeiro, fisioterapeutas, espaços em UTI para aumentar. Temos o risco de colapsar, precisamos do apoio da população, que mais que nunca tem que acolher nosso chamado. Não é só perder o olfato, o paladar. É perder a vida, e fazer com que as pessoas que mais amamos percam a vida”, disse o secretário.

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