Queimadas provocam mais apagões na RPT

Número de ocorrências do tipo passou de 22 entre janeiro e julho de 2017 para 36 no mesmo período deste ano


A RPT (Região do Polo Têxtil) registrou um aumento de 63% no número de quedas de energia provocadas por queimadas nos sete primeiros meses de 2018. Segundo a CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz), concessionária do serviço de energia elétrica na região, foram 22 casos entre janeiro e julho do ano passo e 36 no mesmo período deste ano.

Americana, que passou de um apagão para oito, teve o maior crescimento. Hortolândia, com 13, foi a cidade com o maior número de registros. O único município onde as ocorrências diminuíram foi Sumaré.

Foto: Editoria de Arte / O Liberal
Quadro sobre as quedas de energia ocasionadas por queimadas na região

Segundo o gerente de Operação de Campo da CPFL, Manoel Rizeuto, a maior incidência de casos em Americana se deve ao fato de que a cidade é, em grande parte, cortada por rodovias. “Essas estradas ficam em trechos urbanos e próximas da rede de distribuição. Com isso a queimada pode atingir a fiação”, explica.

Ao todo, 2.295 unidades clientes da companhia foram afetadas por essas quedas de energia. As ocorrências geram 10,7 horas de desabastecimento na RPT. “A empresa tem investido em automação do sistema elétrico. Conseguimos isolar uma área menor, que fica sem luz, e fazer o reparo em menos tempo. Claro que isso depende do que aconteceu. Se é um local em que nem o bombeiro consegue entrar para combater o fogo, é preciso aguardar um pouco mais”, completou.

Foto: Arquivo / O Liberal
Aumento de 63% nas quedas de energia provocadas por queimadas

O calor do fogo, mesmo quando não atinge diretamente os cabos elétricos, também pode provocar curtos-circuitos, interrompendo o abastecimento de cidades inteiras. O ar quente gerado pelos incêndios pode criar um campo ionizado, propiciando o fechamento de arcos elétricos, quando uma grande quantidade de carga elétrica se movimenta através do ar com alta velocidade.

Os arcos elétricos podem causar destruição dos equipamentos (chave, painéis, barramentos, condutores e etc.) e ainda provocar graves lesões em pessoas que estiverem próximas. A fuligem gerada pelas queimadas, espalhada pelo vento, além de provocar transtornos respiratórios na população, também pode causar problemas ao aquecer o ar, tornando-o mais condutor e aumentando as chances de um curto-circuito na rede.

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