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Covid-19

Quatro são detidos durante protesto em Hortolândia

Confusão ocorreu porque grupo estava aglomerado em frente à Prefeitura de Hortolândia; Sumaré também teve carreata

Por George Aravanis

28 mar 2020 às 08:32 • Última atualização 28 mar 2020 às 09:24

Quatro pessoas foram detidas ao final de uma carreata que pedia a reabertura do comércio em Hortolândia. Manifestação semelhante foi registrada em Sumaré, e há atos programados para hoje em Americana e Santa Bárbara d’Oeste.

Foto: Marcelo Rocha - O Liberal.JPG
Motoristas saíram às ruas nesta sexta-feira, em Sumaré, para pedir pela reabertura do comércio

Nestas cidades, assim como em todo Estado, estão em vigor os decretos que determinam fechamento do comércio, exceto os serviços essenciais, para evitar a propagação do novo coronavírus (Covid-19).

Em Hortolândia, cerca de 80 veículos e 90 pessoas participaram da manifestação, segundo a assessoria de imprensa da prefeitura. O movimento saiu da loja da Havan, na Avenida Emancipação, e seguiu até o Paço Municipal, no Remanso Campineiro, em meio a um buzinaço.

De acordo com a assessoria de imprensa da SSP (Secretaria Estadual de Segurança Pública), quatro pessoas, de 24, 31, 38 e 46 anos, foram detidas e depois liberadas.

Segundo a SSP, a Guarda Municipal foi acionada para atender a ocorrência e encontrou cerca de 60 pessoas aglomeradas na manifestação em frente à prefeitura. O caso foi registrado como infração de medida sanitária preventiva na Delegacia de Hortolândia.

Em vídeo publicado no Facebook, um dos participantes defendia isolamento apenas para os idosos e grupos de risco. “A gente só está querendo trabalhar, pessoal. As contas não demoram a chegar”, afirmou uma das pessoas que protestava. “Essa medida tomada vai acabar com a nossa cidade”, desabafou um outro manifestante.

O panfleto virtual repassado que convocava para a manifestação realizada na manhã de ontem trazia três itens classificados como obrigatórios: utilizar máscara, permanecer no veículo e usar álcool em gel. ”Na segunrança (sic) do seu veículo”, traz outro trecho do panfleto.

SUMARÉ. Além da manifestação em Hortolândia, um evento semelhante aconteceu em Sumaré. Só que neste caso, a carreata não parou em frente à prefeitura, de acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura. Guardas estavam de prontidão em frente ao Paço, mas o grupo só passou diante do prédio e não foi registrado nenhum tipo de incidente.

As manifestações acontecem em meio a pressão de parte do comércio por afrouxamento de medidas. O prefeito de Sumaré, Luiz Dalben (Cidadania), teve uma reunião por meio de videoconferência com empresários e membros da associação comercial, que pedem a definição de um prazo para o fim da quarentena. Luis Dalben se encontra isolado em casa e aguarda resultado de teste para saber se está infectado. As cidades seguem decisão do governo do Estado, que implantou a quarentena desde a terça-feira.

Carreatas se repetem hoje

Uma carreata está programada para a manhã de hoje em Americana pedindo a reabertura do comércio. A concentração está marcada para as 9h30, em frente ao campus Maria Auxiliadora do Unisal, na Avenida Cillos. Uma convocação também está sendo feita para uma carreata com concentração em frente à Havan de Santa Bárbara d’Oeste, às 10 horas.

Um dos apoiadores do movimento em Americana, Robson Marinho, presidente da Autonomia (Associação de Autônomos), disse que o grupo defende a abertura “consciente” do comérciono município.

“Todos nós sabemos do risco do contágio da Covid-19, porém estamos vindo de um recesso econômico muito deficitário e é por isso que estamos lutando para que as atividades econômicas sejam restabelecidas o mais rápido possível. Estamos atentos e dispostos a atender todas as normas de higiene e prevenção da contaminação”, explicou Marinho.

A Acia (Associação Comercial e Industrial de Americana) não apoia o evento, segundo o presidente da entidade, Wagner Armbruster. De acordo com ele, o papel da entidade deve se manter no diálogo e cumprir as leis. “É uma iniciativa que não tem nosso apoio, sendo que a associação respeita as leis”, disse.