Programas de orientações sobre engasgamento ainda não são aplicados

Assunto voltou à tona depois que menino de três anos morreu engasgado na Praia Azul; Americana e S.Bárbara sancionaram leis recentes sobre o tema


Americana e Santa Bárbara d’Oeste sancionaram recentemente leis que obrigam hospitais e unidades de saúde a prestarem orientações para primeiros socorros em casos de engasgamento. Entretanto, nas duas cidades os programas ainda estão em fase de implementação.

Foto: Divulgação / Arquivo Familiar
Miguel morreu engasgado com um pedaço de carne no último domingo

No último domingo, um menino de três anos morreu engasgado com um pedaço de carne no Jardim São José, região da Praia Azul, em Americana. Miguel Liper de Souza estava em casa com a família quando o acidente aconteceu, às 22h35. Ele foi levado para o Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, mas não resistiu.

A lei aprovada em Americana, em 22 de abril, é fruto de um projeto de lei do vereador Léo da Padaria (PCdoB). Ela determina que hospitais e maternidades públicas e privadas prestem orientações para primeiros socorros “em casos de engasgamento, aspiração de corpo estranho, asfixia e prevenção de morte súbita de recém nascidos”.

De acordo com a prefeitura, atualmente, esse tipo de orientação é feito pela equipe do 192 “sempre que acionada com esse tipo de ocorrência”. Entretanto, o hospital ainda não tem programa específico.
“O Hospital Municipal está elaborando um programa de orientação voltado para pais, mães ou responsáveis pelos recém-nascidos, da forma prevista na lei, devendo iniciar em breve”, informou a prefeitura.

Entre os hospitais particulares, a Unimed Americana disse que aborda o assunto durante palestras gratuitas para orientações sobre amamentação e cuidados básicos com o recém-nascido.
“Dentro do cronograma das palestras, existe uma orientação sobre como proceder em casos de engasgamento, com a instrução para fazer as manobras de primeiros socorros”, informou o hospital.

Em Santa Bárbara, o projeto sancionado em 28 de junho é um pouco diferente. De autoria do vereador Marcos Rosado (PL), a lei diz que a orientação deve ser realizada por profissionais especializados durante o pré-natal nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde).

“A Secretaria de Saúde informa que já está programando uma capacitação/qualificação profissional junto às equipes de todas as UBSs, visando a adequação do programa de pré-natal à referida lei. A previsão é de que o treinamento seja concluído em aproximadamente dois meses”, garantiu a prefeitura.

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