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Habitantes

População da RPT cresce acima da média nacional

Estimativa de populações do IBGE aponta que as cidades da região ultrapassaram marca de 1 milhão de habitantes, alta de 1,17% na comparação com 2018

Por Leonardo Oliveira

29 de agosto de 2019, às 08h41 • Última atualização em 29 de agosto de 2019, às 08h58

Pela primeira vez a estimativa de populações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que as cinco cidades da RPT (Região do Polo Têxtil) ultrapassaram a marca de um milhão de habitantes. Americana, Hortolândia, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré somam 1.006.538 residentes, um crescimento de 1,17% na comparação com o registrado em 2018.

A projeção populacional foi publicada no Diário Oficial da União na manhã desta quarta-feira e tem como data de referência o dia 1° de julho de 2019. O crescimento na RPT é maior do que o índice nacional, que foi de 0,79% e que o contabilizado no Estado de São Paulo, que ficou em 0,83%. No ano passado, a região tinha 994.943 residentes.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Em Americana, população foi de 237.112 habitantes no ao passado, para 239.597 em 2019, segundo IBGE

Apesar disso, o aumento foi menor do que o registrado entre 2017 e 2018 – naquele ano a evolução foi de 1,61%. Pelo segundo ano consecutivo Hortolândia foi o município que mais cresceu. O número de habitantes saltou de 227.353 no ano passado para um total de 230.851 em 2019 (crescimento de 1,54%).

Ao LIBERAL, a prefeitura do município diz que se prepara para o crescimento urbano por meio do PIC (Programa de Incentivo ao Crescimento). “São mais de 100 obras e serviços que promoverão o desenvolvimento urbano, ambiental, social e humano para que Hortolândia cresça com planejamento e sustentabilidade nos próximos 30 anos”, diz nota.

Santa Bárbara aparece novamente com a menor taxa de crescimento (0,49%) no estudo. Com população estimada de 192.536 em 2018, saltou para 193.475 neste ano.

Questionada a administração informou, também por meio de nota, que “a estimativa de população feita pelo IBGE baseia-se sempre em algumas informações geo econômicas e, principalmente, nos últimos censos realizados. Os dois últimos levantamentos de informações aconteceram nos anos 2000 e 2010, que dão as diretrizes para estimar a variação da população nos períodos subsequentes, ou seja, estimam o crescimento populacional após 2010 baseado na variação que ocorreu entre 2000 e 2010.

Ainda de acordo com a prefeitura, “já se passaram nove anos após o último censo e desde 2013 Santa Bárbara d’Oeste passa por uma intensa transformação urbana, econômica e política, com um número recorde de aprovação de empreendimentos, já executados, em execução e pedidos de aprovação de novos projetos. Essa metamorfose que vem acontecendo ainda não foi captada pelos censos, pois o próximo acontecerá apenas em 2020. Assim, acredita-se que a estimativa apresentada pelo IBGE não reflita a realidade”.

O segundo pior índice é de Americana, pulando de 237.112 habitantes no ano passado para 239.597 em 2019 (crescimento de 1,05%).

Sumaré teve um salto de 278.571 para 282.481 (1,39%), enquanto Nova Odessa, que tinha 59.371 moradores em 2018, registrou aumento de 1,35%, chegando a 60.174
Para Tirza Aidar, pesquisadora do Nepo (Núcleo de Estudos de População), da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), o crescimento habitacional na região e no país ficou “dentro do esperado”, e que a tendência é que os municípios cresçam entre 1% e 2% nos próximos anos.

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