Polícia cogita pedir exame de sanidade mental para falso médico

Delegado responsável pelas investigações disse que exame pode ser tornar necessário para saber se Vitor tinha consciência do que estava fazendo


A Polícia Civil cogita pedir à Justiça um exame de sanidade mental para o americanense que se passava por médico no HC (Hospital das Clínicas) da Unicamp, em Campinas. Vitor Sabino Nunes, de 19 anos, foi detido na última terça-feira nas dependências da instituição médica.

De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Cássio Biazolli, o jovem negou, durante depoimento informal, que tenha prestado atendimento médico no hospital. “Ele disse que entrou no HC com um cartão de acesso que não estava funcionado e que uma pessoa de lá [da instituição] liberava o acesso dele. E que ficava só observando a área de saúde porque ele gosta”, declarou.

Foto: Facebook / Reprodução
Jovem negou, durante depoimento informal, que tenha prestado atendimento médico no hospital

O delegado afirmou ainda que a investigação ainda está muito no início e que seria precipitado confirmar o exame de sanidade mental, mas pode ser que se torne necessário para saber se Vitor tinha consciência do que estava fazendo. “Quando o suspeito de um crime apresenta um comportamento não adequado, a gente pede [o exame]. O que uma pessoa faz dentro de um centro médico se não está visando lucro, não está atendendo e causando dano a ninguém. É estranho”, disse.

 

Segundo o delegado, o próximo passo é ouvir funcionários dos departamentos de segurança e de controle de frequência do HC e só depois o americanense. “É um caso que para polícia falta só juntar as peças, porque já está esclarecido, as pessoas estão identificadas. Por enquanto, ele [falso médico] é investigado por falsidade ideológica”, declarou.

Foto: Polícia Militar / Divulgação
Vitor Nunes utilizava o receituário de outro médico

O americanense foi detido dentro do alojamento dos médicos. Um segurança ligou para a Polícia Militar informando sobre um possível falso médico que estaria atuando na unidade. De acordo com ele, a suspeita surgiu quando durante um plantão o jovem se recusou a fazer massagem em um paciente com parada cardíaca. Na ocasião, ele teria alegado que estava com dores no braço e que não conseguiria fazer o procedimento. O jovem teria “trabalhado” no hospital por duas semanas. A reportagem esteve na casa do jovem e foi informada pela avó do suspeito que ele estava medicado, dormindo.

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