PM trabalha em mapeamento de escolas da região

Atividade do Batalhão da PM de Americana foi iniciada em fevereiro para identificar pontos a serem melhorados


O comandante do 19º BPM/I (Batalhão de Polícia Militar do Interior), o tenente-coronel Luiz Horácio Raposo Borges de Moraes, afirmou que está em andamento um mapeamento das condições de segurança e das peculiaridades das escolas municipais, estaduais, particulares e universidades da região.

A ideia surgiu quando o comandante assumiu o batalhão, em 9 de janeiro, para identificar pontos a serem melhorados, tanto no policiamento da ronda escolar quanto das próprias escolas. A tragédia na escola de Suzano nessa quarta-feira, em que dois atiradores mataram sete pessoas, será levada em consideração.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Tenente-coronel Luiz Horácio esteve na sede do LIBERAL e detalhou a ação

A existência do mapeamento foi revelada pelo comandante durante entrevista exclusiva ao LIBERAL nessa quinta-feira, na qual ele explicou que um questionário foi entregue para as escolas em fevereiro, sendo que as respostas chegaram na última sexta-feira.

As cidades de cobertura do 19º são Americana, Cosmópolis Arthur Nogueira, Engenheiro Coelho e Santa Bárbara d’Oeste. Os questionários serão tabulados e, posteriormente, apresentados para as escolas e também o poder público.

“Visava basicamente levantar um perfil da escola. Quantidade de alunos por turno, o público que tem naquele momento, se os alunos são uniformizados ou não. Com relação ao perímetro, se tem problema com bar na frente, com ambulante, alguma coisa que possa trazer algum tipo de problema para escola, se já teve problema de droga com alunos”, pontuou Horácio.

O massacre na escola de Suzano será levado em consideração. “Tem escolas que você não tem nenhum gradil, muro quebrado, com furos. É importante a gente ter essa noção, saber da importância disso. A ideia é tirar de uma situação trágica, negativa, algo de positivo, que é a melhora da segurança para nossas crianças”, afirmou.

Com base nesse levantamento, será discutido com as escolas o que pode ser aprimorado, mas Horácio reforça que não quer “mandar na casa dos outros”. “A nossa ideia é ajudar, mas se a diretora falar que acha que vai atrapalhar, que não cabe, nada será imposto”, disse.

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