PM detém falso médico que atuava no HC da Unicamp

Jovem de 19 anos utilizava o nome, receituário e o registro do CRM de outro profissional do hospital


Foto: Polícia Militar / Divulgação
Jovem usava o receituário de outro médico

Um homem de 19 anos foi detido na manhã desta terça-feira (7) pela PM (Polícia Militar) atuando como médico no HC (Hospital das Clínicas) da Unicamp. O jovem não é formado em medicina e utilizava o nome, receituário e o registro do CRM (Conselho Regional de Medicina) de outro profissional do hospital para realizar consultas e entregar receituários a pacientes.

Segundo informações da PM, o segurança da Unicamp ligou para a polícia informando sobre um possível falso médico que estaria atuando na unidade hospitalar. Ao chegar no local, uma equipe conversou com o diretor do HC, Marcos Roberto. O médico informou que estava suspeitando da forma de atuação de um suposto funcionário, que já teria trabalhado em prováveis 10 plantões no centro cirúrgico como estagiário.

Os policiais militares foram até o alojamento dos médicos e lá detiveram o jovem, que estava com uniforme do Centro Cirúrgico. Ele disse que permaneceria em silêncio.

Ainda segundo a PM, o jovem detido seria ex-estudante de uma faculdade de fisioterapia de Campinas. A ocorrência foi apresentada no 7° Distrito Policial de Campinas, como falsidade ideológica, e o falso médico foi liberado. Agora, a Polícia Civil deve investigar o caso.

O HC da Unicamp foi procurado, mas ainda não se manifestou sobre o assunto.

REPÚDIO
No fim do mês de outubro, o Cremesp (O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) divulgou uma nota em que repudia o exercício ilegal da profissão. Na ocasião, o conselho comentava um caso de uma falsa médica confessa que prestou serviços na Santa Casa de Ibirá, no interior de São Paulo.

“Quando este tipo de denúncia chega até o Cremesp, uma sindicância é aberta para apurar os fatos (…) Porém, deve-se destacar a responsabilidade dos gestores e responsáveis técnicos na contratação e controle dos profissionais prestadores de serviços e contratados pela unidade”, trouxe nota postada no site do conselho. “Atento e preocupado com todas essas questões, o Cremesp continuará denunciando e combatendo o exercício ilegal da Medicina, bem como a precarização das relações de trabalho praticadas por gestores públicos”.

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