Plano para Quilombo fica pronto em 90 dias

Consórcio das Bacias PCJ prevê ações de reflorestamento, proteção de nascentes e macrodrenagem já estimadas em R$ 177 milhões


Representantes das prefeituras de Americana, Campinas, Hortolândia, Nova Odessa e Sumaré assumiram ontem o compromisso de realizar ações coordenadas para recuperar a qualidade da água no Ribeirão Quilombo. Dos seis municípios atravessados pelo ribeirão, apenas Paulínia não enviou técnicos para o encontro que selou a parceria, realizado em Nova Odessa. A expectativa é de que um plano de ação – com as medidas concretas e o respectivo impacto financeiro – seja apresentado em 90 dias.

O Consórcio das Bacias PCJ tem como meta a reclassificação do corpo hídrico do nível 4 (com uso apenas para paisagismo e navegação) para 3, que permite até mesmo o consumo humano após o devido tratamento, até 2035. Segundo o secretário-executivo do consórcio, Francisco Carlos Lahóz, o prazo pode cair com as ações coordenadas entre os municípios. “O que nós desejamos é isso. Vai depender desse trabalho. Em 2035 já é uma meta ousada. Vamos ampliar a ousadia”, salientou.

Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal
Reunião contou com representantes das prefeituras de Americana, Campinas, Hortolândia, Nova Odessa e Sumaré

Para isso serão necessárias ações de reflorestamento, proteção de nascentes e macrodrenagem já estimadas em R$ 177 milhões. Nessa conta faltam ainda os investimentos na universalização do saneamento básico. Durante o encontro, representantes da Prefeitura de Campinas anunciaram que, nos próximos meses, a cidade deve atingir 100% de tratamento dos resíduos lançados no Quilombo.

Até o prazo estabelecido para a nova reunião, todos esses números serão revisados. “Vamos fazer um cronograma, verificar as necessidades financeiras e procurar soluções não só em órgãos públicos, mas também em entidades internacionais interessadas em financiar projetos de recuperação ambiental”, completou Lahóz.

O presidente do consórcio e prefeito de Nova Odessa, Benjamim Bill Vieira de Souza (PSDB), citou ainda a possibilidade de os municípios adotarem legislações que proíbam a ocupação das margens do Quilombo e financiem as intervenções necessárias para a sua recuperação. “Aqui em Nova Odessa nós já temos uma lei que proíbe a construção nessas áreas. Nós temos também um dispositivo que destina, todos os anos, 0,5% do faturamento da nossa autarquia de água e esgoto para obras de macrodrenagem”, explicou.

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