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Levantamento

Plano mapeia turismo e determina diretrizes para a região

Além de elencar atrações em seis municípios, documento estabelece metas a serem atingidas na próxima década

Por Leonardo Oliveira

02 dez 2020 às 09:07 • Última atualização 02 dez 2020 às 15:13

Foi lançado na última semana o Plano Regional de Turismo da RT Bem Viver, desenvolvido nos últimos dois anos para mapear as atrações turísticas e estabelecer metas para a próxima década nas cidades de Americana, Campinas, Elias Fausto, Hortolândia, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré.

O documento, produzido em uma parceria entre o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e membros das prefeituras da região, ainda identificou o perfil dos turistas e apresentou os principais segmentos em que cada cidade se destaca.

Localizado em Americana, parque está entre os espaços mapeados – Foto: Marcelo Rocha / O Liberal_07.11.2020

Americana, por exemplo, reúne 45% das atrações de ecoturismo na região – foram destacados o Jardim Botânico e o Parque Ecológico. Também é a única cidade a ter o turismo náutico, realizado através das praias Azul e dos Namorados.

Santa Bárbara d’Oeste, por outro lado, tem, ao lado de Sumaré, o turismo gastronômico consolidado, de acordo com o plano, que classificou como relevante apenas os estabelecimentos com pratos típicos – a cidade barbarense aparece na lista por conta do bairro rural Santo Antônio do Sapezeiro, que possui restaurantes com típica culinária caipira.

Ainda foram realizadas pesquisas com 478 turistas para identificar o perfil de quem viaja para a região. Dos entrevistados, a maioria (69) veio da região metropolitana de São Paulo, permaneceu um dia (196) para encontros corporativos ou outros eventos e gastou entre 0 e 100 reais (42,6%). Também há uma predominância de viajantes do sexo masculino (60,5%), que fazem o trajeto de carro (64,9%), sozinhos (49,9%) e não visitam outros municípios além daquele inicialmente previsto (80,2%).

Com base na pesquisa, o documento detectou que a região tem como pontos fracos a existência de prestadores de serviço sem qualificação, a identidade cultural e artística enfraquecida, poucos recursos para o turismo, falta de sinalização turística e falta de sinergia entre o poder público e o setor privado, entre outros.

Por outro lado, destaca-se pela estrutura portuária (aeroportos), rodovias, hotelaria, localização, eventos de relevância nacional e infraestrutura em saúde, segurança pública e saneamento. Foram definidas metas a curto, médio e longo prazo para tornar a região mais atrativa.

As cidades concordaram em oferecer oficinas para agentes turísticos e elaborar um calendário de eventos em até dois anos, contratar guias turísticos em até quatro anos e elaborar um projeto para sinalização turística e um plano de marketing da região em até oito anos, entre outros itens.

“Há um comprometimento de todas as governanças para que esse plano seja cumprido. Foi muito positivo para nossa região, pois pudemos conhecer quais são os atrativos de cada cidade, ver a categorização desses atrativos”, disse ao LIBERAL o secretário de Cultura e Turismo de Santa Bárbara, Evandro Félix.

Segundo o documento, a expectativa é de que, no futuro, o plano sirva de ferramenta para captar recursos em órgãos estaduais, federais ou para apresentar à iniciativa privada com o objetivo de atrair investimentos.

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