Pássaros são resgatados de rinha em Paulínia

Ao ser abordado, organizador da rinha fugiu com os animais até Americana, onde abandonou o veículo com as aves e conseguiu fugir a pé


Foto: Paula Nacasaki - O Liberal
Dois pássaros foram resgatados após a Guarda de Paulínia encontrar uma rinha

Uma rinha de pássaros em Paulínia resultou na apreensão de duas aves silvestres em Americana e também com a fuga do infrator, em uma área plantação de cana-de-açúcar, próximo ao Assentamento Milton Santos na tarde deste domingo (9).

Segundo informações dos Guardas Municipais de Paulínia, que atenderam a ocorrência, eles faziam patrulhamento pelo bairro São José, por volta de 12h05 , quando perceberam uma aglomeração de pessoas ao lado de uma agropecuária, na Avenida Ferrúcio Ferramola. Alguns populares ainda abordaram a viatura, relatando que no local, havia uma rinha de pássaros.

O guarda contou ao LIBERAL que quando a viatura chegou na Agropecuária, seis pessoas pegaram as gaiolas com os animais e saíram correndo. Em conversa com o dono do estabelecimento comercial, ele confessou que comercializava as aves e que a rinha ocorria todos os domingos.

Ele foi informado sobre a ilegalidade da ação, então, desacatou os guardas, entrou em seu carro e fugiu.

Os guardas de Paulínia começaram a acompanhar o veículo e contaram com o apoio do GPA (Grupo de Proteção Ambiental) da guarda de Americana. No limite com Americana, na Estrada Ivo Macris, o comerciante parou o carro e conseguiu fugir a pé em uma plantação de cana-de-açúcar. No veículo, ele deixou duas gaiolas, em que estavam um pássaro Coleirinho e um Trinca-Ferro, conhecido popularmente como Canário Pixarro. “Esses animais silvestres, não podem estar em gaiolas ou serem comercializados, tem uma lei federal que proíbe isso. A rinha também é proibida por lei, são crimes ambientais”, afirmou o guarda.

O caso foi apresentado inicialmente na CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Americana, mas como o local do crime ocorreu na cidade de Paulínia, o delegado plantonista decidiu que toda a ocorrência fosse apresentada por lá. A polícia civil investigará o caso e ficará responsável por localizar o infrator, que cometeu os crimes ambientais de comercialização de aves silvestres e prática de rinha.

A prática de rinha é proibida por meio de decreto de 1961:
“Decreto nº 50.620, de 18 de Maio de 1961: Proíbe o funcionamento das rinhas de “briga de galos” e dá outras providências. … Decreta: Art. 1º Fica proibido em todo o território nacional, realizar ou promover “brigas de galo” ou quaisquer outras lutas entre animais da mesma espécie ou de espécies diferentes.”

A comercialização de aves silvestres é proibida por lei de 1998.
Lei 9.605/98 diz em seu Art. 29: Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida: Pena – detenção de seis meses a um ano, e multa.1 de mai. de 2018

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