Nova antena ajuda na identificação de raios

Antena adquirida pelo Cepagri, que custou cerca de R$ 1 milhão, recebe imagens de um satélite meteorológico geoestacionário chamado GOES 16


Foto: Divulgação
Renata Gonçalves, diretora do Cepagri, disse que equipamento identifica com mais eficácia a intensidade das tempestades

O Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura) comprou um equipamento que permite captar raios entre as nuvens. Agora, o setor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) identifica com mais eficácia a intensidade e a direção de tempestades, o que pode ajudar na prevenção de desastres.

Segundo o Cepagri, um convênio com a Agemcamp (Agência Metropolitana de Campinas) vem sendo elaborado para que as cidades da região tenham acesso diretamente aos dados.

Mas, com base nas informações, o órgão já pode alertar as Defesas Civis, que trabalham com a prevenção aos desastres.

A antena adquirida pelo Cepagri, que custou cerca de R$ 1 milhão, recebe imagens de um satélite meteorológico geoestacionário chamado GOES 16. Este aparelho é o mais avançado desenvolvido pela NOAA (National Oceanic & Atmospheric Administration). É o único no mundo que capta os raios entre as nuvens, de acordo coma a diretora do Cepagri, Renata Ribeiro do Valle Gonçalves. O equipamento pesa duas toneladas e tem 4,5 metros de diâmetro.

As imagens dos raios chegam a cada 20 segundos. O que prenuncia se uma tempestade será intensa é o aumento na quantidade de descargas em curto período de tempo. Se numa imagem os aparelhos mostram cem raios, por exemplo, e na imagem seguinte esse número aumenta muito, é sinal de chuva forte. “E com isso a gente consegue emitir os alertas”, explica a diretora do Cepagri.

A antena começou a funcionar em novembro. Antes disso, o Cepagri não tinha acesso a esse tipo de informação. O centro trabalhava com dados do Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica) do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que identifica os raios quando chegam à terra.

O perímetro mínimo que é possível focar é de um quilômetro. “A gente consegue saber a direção que ela [tempestade] está indo, e a velocidade que ela está. Sendo assim, a gente sabe quanto tempo vai demorar para chegar”, afirma Renata. A nova antena também aumentou a precisão das imagens da superfície, atmosfera, ventos e dados solares, que agora chegam com mais velocidade. Antes, as informações ficavam disponíveis a cada meia hora, e agora, em 15 minutos. Isso permitirá, segundo o Cepagri, maior precisão na previsão do tempo e melhorará os estudos sobre agricultura e meio ambiente.

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora