Falso médico diz ser estudante da Unicamp

A instituição informou, via assessoria, que “não há registro de Vitor Sabino Nunes como aluno" da universidade


No perfil que mantém no Facebook, o falso médico que foi detido trabalhando no HC (Hospital das Clínicas) da Unicamp diz que estudou na Universidade Estadual de Campinas. A instituição, entretanto, informou via assessoria que “não há registro de Vitor Sabino Nunes como aluno, especial ou regular, dos cursos de graduação ou pós-graduação”. Nunes é morador de Americana e tem 19 anos.

O LIBERAL esteve na casa do jovem na tarde desta quarta-feira e foi informada pela avó do suspeito que ele estava medicado e dormindo. A idosa disse não saber sobre o ocorrido e que o neto apenas afirmou que depois conversaria com ela.

Foto: Facebook / Reprodução
Em seu perfil nas redes sociais, Nunes diz ser estudante da Unicamp

Vitor foi detido na manhã desta terça-feira dentro do alojamento dos médicos, no HC da Unicamp. Um segurança ligou para a Polícia Militar informando sobre um possível falso médico que estaria atuando na unidade. O jovem teria “trabalhado” no hospital por duas semanas.

O HC da Unicamp informou que um levantamento preliminar aponta, até o momento, que não houve atendimento médico realizado pelo falso profissional de saúde. “Outra informação apurada preliminarmente é que sua atuação era como falso fisioterapeuta. Está definido de imediato, novas medidas de segurança nos acessos das portarias do hospital que serão divulgadas internamente em breve”, declarou.

Foto: Polícia Militar / Divulgação
Vitor Nunes utilizava o receituário de outro médico

Carimbo
Na terça-feira, o médico vítima procurou a delegacia de Campinas para declarar que percebeu que o carimbo dele havia sido extraviado no último domingo, quando chegou de viagem. Em depoimento à Polícia Civil, o profissional declarou ter ficado sabendo pelo chefe da Clínica Médica, Marcos Roberto da Silva, que alguém estaria usando o carimbo dele.

Vitor Nunes Sabino tem apenas o primeiro nome igual ao do profissional dono do registro do CRM (Conselho Regional de Medicina) usado irregularmente para realizar consultas e entregar receituários a pacientes. O residente afirmou que a última vez que trabalhou no HC foi no dia 1º de novembro, no centro cirúrgico. A reportagem entrou em contato com o médico vítima, mas ele disse que não se manifestaria sobre o ocorrido.

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