Na região, ladrões miram ‘pequenas cargas’

Dos 148 roubos registrados no primeiro semestre, em 99 as cargas eram avaliadas em menos que R$ 100 mil segundo a Polícia Civil


Dos 148 roubos de carga registrados no primeiro semestre deste ano na RPT (Região do Polo Têxtil), em ao menos 99 (66,9%) os itens levados valiam menos que R$ 100 mil. Os dados são da Polícia Civil. Em apenas seis roubos as cargas eram avaliadas em valores superiores a R$ 100 mil – mas em 43 casos, o valor não foi declarado. Todos os materiais levados, juntos, somam R$ 3,1 milhões.

No primeiro semestre deste ano, a região bateu recorde no número de roubos de carga. Desde que os dados são contabilizados pela SSP (Secretaria Estadual de Segurança Pública), em 2002, nunca o primeiro semestre de um ano havia concentrado tantos crimes desta modalidade, como mostrou O LIBERAL no último dia 5 de agosto.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Criminosos têm preferido roubar cargas mais baratas, como alimentos

Na ocasião, o delegado Marcelo Moreschi Ribeiro, do 4º DP de Sumaré, já havia apontado que este perfil de pequenos roubos era predominante. O delegado afirmou que a maior parte das cargas é de pequenos valores, e os roubos, praticados por pequenos criminosos. Moreschi é responsável por uma das áreas onde mais ocorrem roubos de carga, o distrito do Matão, em Sumaré.

Entre as cargas que foram identificadas nos boletins de ocorrência, a maior parte é de alimentos. Em 27 dos 148 casos, os veículos atacados estavam carregados de carnes, biscoitos, doces, café e hortifruti, por exemplo. O alvo principal dos bandidos representa bem o perfil de roubo mais barato: a carga alimentícia mais cara levada pelos criminosos era avaliada em R$ 39,1 mil.

Em segundo lugar entre as cargas mais levadas, aparecem os cigarros (dez casos), e medicamentos e perfumaria (nove). Porém, em 76 casos, ou mais da metade, a carga levada não está especificada.

O material mais caro roubado pelos bandidos, avaliado em R$ 285 mil, foi uma carga de produtos têxteis e manufaturados (R$ 285 mil). Entre as seis cargas mais valiosas, acima de R$ 100 mil, quatro são de combustíveis. De todos os roubos registrados, 23 aconteceram em rodovias e 16 em estradas municipais.

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