Mortalidade infantil cresce em três cidades da região

Americana, Nova Odessa e Sumaré registraram um número maior de óbitos infantis em 2017, ano-base da pesquisa, do que no ano anterior


Dados divulgados pela Fundação Seade (Serviço Estadual de Análise de Dados e Estatísticas) revelam que a taxa de mortalidade infantil cresceu em três das cinco cidades da RPT (Região do Polo Têxtil). Americana, Nova Odessa e Sumaré registraram um número maior de óbitos infantis em 2017, ano-base da pesquisa, do que no ano anterior. Hortolândia e Santa Bárbara d’Oeste tiveram queda.

O levantamento é feito com base em registros civis, de morte e nascimento, e levam em consideração o endereço da família e não da unidade onde ocorre o óbito.

Em Americana, a taxa foi de 8,3 mortes para cada mil nascidos vivos no ano passado, o que representa um aumento de 22% em relação a 2016. Esse foi o maior índice registrado pelo município desde 2013.
Procurado, o secretário de Saúde, Gleberson Miano, afirmou que “irá se inteirar de todas as condicionantes relacionadas” antes de se posicionar sobre os números.

Percentualmente, a cidade com o maior aumento foi Nova Odessa (52%), que registrou uma taxa de mortalidade de 7 em 2016, que subiu para 10,7 no ano passado. Para a administradora hospitalar Adriana Welsh, o crescimento populacional é uma das explicações para a oscilação. “Tivemos um acréscimo importante nos últimos anos. Além disso, nós disponibilizamos na atenção básica uma estrutura de pré-natal, mas nem todas as gestantes aderem. Há, ainda, os casos de gravidez de risco, que são encaminhados ao Hospital Estadual, mas entram na nossa conta”, explica.

Em Sumaré, a taxa passou de 7,3 no ano retrasado para 8,9 em 2017, um aumento de 21,9%. Em Santa Bárbara, a taxa teve uma pequena redução. Passou de 8,9 em 2016 para 8,4 em 2017.

A maior queda na mortalidade infantil da RPT foi registrada em Hortolândia. A cidade teve um índice de 10,5 óbitos para cada mil nascimentos em 2016, taxa que foi reduzida para 7,1 no último ano.

“A queda da mortalidade é fortemente relacionada ao fator de acesso aos serviços de saúde. Nos últimos anos, a rede de saúde expandiu graças ao Programa Mais Médicos, onde foram implantadas 26 equipes da estratégia saúde da família em Hortolândia”, avalia a secretária de Saúde, Odete Carmem Gialdi.

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