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Covid-19

Lote para segunda dose será enviado aos municípios na semana que vem

Aplicação da 2ª dose aos profissionais de saúde será a partir de 14 de fevereiro, 28 dias após a 1ª dose

Por Marina Zanaki

03 fev 2021 às 15:57 • Última atualização 03 fev 2021 às 16:51

Cada frasco da Coronavac rende 10 doses (podendo chegar a 12, segundo o Instituto Butantan) - Foto: Prefeitura de Santa Bárbara d'Oeste / Divulgação

O lote para aplicação da segunda dose da vacina contra o novo coronavírus (Covid-19), a Coronavac, será enviado na semana que vem aos municípios. A aplicação nos profissionais de saúde terá início em 14 de fevereiro, exatamente 28 dias após as primeiras doses, que foram aplicadas em 17 de janeiro.

Essa já era a previsão passada pela Secretaria de Estado da Saúde e foi confirmada nesta quarta-feira (3) em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes.

A vacinação de pessoas acima de 90 anos terá início na segunda-feira. Já os idosos a partir de 85 anos começarão a ser vacinados em 15 de fevereiro.

“Quando estipulamos 85 anos ou mais, é a população que podemos vacinar nesse momento com o quantitativo de doses que temos, uma vez que essa população quando contrai a doença, 37% vão a óbito”, disse a Coordenadora de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde, Regiane de Paula.

MAIS VACINAS
O governador João Doria (PSDB) reconheceu que não há uma previsão de quando outros grupos receberão a vacina. O motivo é que não há doses suficientes.

A população do Estado de São Paulo com 60 anos ou mais está calculada em 7,5 milhões de pessoas – portanto, serão necessárias 15 milhões de doses da Coronavac para imunizar esse público, que é o mais suscetível a complicações da doença. A informação é da Coordenadora de Controle de Doenças, Regiane de Paula.

No país, para vacinar idosos, profissionais de saúde e quilombolas, são necessárias 80 milhões de doses da Coronavac. Os números foram informados pelo diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.

“Estamos um pouco longe desse quantitativo, é possível que aconteça até o meio do ano, mas é preciso fazer um grande esforço para poder cobrir essa população acima de 60 anos de idade”, afirmou Dimas Covas.

Doria disse que aguarda uma posição do Ministério da Saúde para o fornecimento de mais vacinas, e que os Estados vão agir de forma independente do governo federal caso não haja uma solução.

“Se não houver medidas claras, objetivas e confirmatórias do governo federal para disponibilizar mais vacinas para São Paulo e outros estados, vamos agir, o que vai representar mais uma vergonha para o Ministério da Saúde. Se os governadores tiverem que se consorciar para fazer aquisição da Sputnik, Moderna, da Pfizer ou outras vacinas com a anuência da Anvisa”, disse Doria.

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