Justiça prorroga investigação sobre dom Vilson

Em Limeira, bispo é investigado pela suspeita de cometer crime de apropriação indébita


A Justiça de Limeira prorrogou por 60 dias o prazo para a conclusão do inquérito da polícia da cidade que apura se o bispo dom Vilson Dias de Oliveira cometeu crime de apropriação indébita. A decisão, do juiz Rogério Danna Chaib, é desta quinta-feira.

Na semana passada, o delegado que investiga o caso, Daniel Pinho da Torre, recebeu depoimentos e documentos enviados pela Polícia Civil de Americana. Vilson é investigado em Limeira, Araras e Americana por suspeitas de acobertar abusos sexuais do padre Pedro Leandro Ricardo, de Americana (que antes atuou em Araras), e por supostamente exigir dinheiro de outros sacerdotes para uso pessoal.

Como bispo de Limeira, ele responde pelas paróquias de Americana e Araras. O inquérito de Limeira apura apenas a suposta apropriação indébita.

Em depoimento em Americana, o padre Ângelo Francisco Rossi, ex-pároco da igreja Matriz de Santo Antônio (hoje Basílica), disse que dom Vilson lhe pediu R$ 50 mil da paróquia para fins particulares. O pedido aconteceu em Limeira, segundo Ângelo, e por isso o delegado José Luiz Joveli enviou este e outros depoimentos e documentos para a polícia daquela cidade.

Dom Vilson se diz inocente das acusações.

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