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Região

Infectologista diz que curva de contaminação assustou

Profissional critica processo lento de vacinação e disseminação de fake news que confundem

Por Leonardo Oliveira

01 abr 2021 às 08:59

“Em uma semana explodiu o número de casos que começaram a procurar os serviços e precisavam de internação” - Foto: Divulgação - Arquivo Unicamp

Os especialistas até previam um aumento no número de mortes pelo novo coronavírus (Covid-19) nesse período do ano, mas a velocidade com que houve a crescente na curva de contaminação “assustou”, segundo o médico infectologista Plínio Trabasso, que é coordenador de assistência do Hospital das Clínicas da Unicamp.

“Teve uma velocidade bastante fora do que a gente esperava. Em uma semana explodiu o número de casos que começaram a procurar os serviços e precisavam de internação. Das outras vezes, o aumento foi ocorrendo de uma maneira mais paulatina, dessa vez foi abrupta”, disse em entrevista ao LIBERAL.

Os motivos apontados pelo profissional para o pior mês da pandemia são vários: um lento processo de vacinação, fake news que confundem a população e, principalmente, a falta de adesão aos protocolos sanitários, principalmente o isolamento social.

“É revoltante quando vemos as pessoas insensíveis a todo esse contexto e fazendo festas, baladas com mil pessoas. Para gente, que está na linha de frente, toca de uma maneira negativa”, acrescenta Plínio.

O infectologista defendeu medidas mais rígidas de combate à doença, sempre levando em conta as particularidades de cada município, para evitar um cenário ainda pior em abril.

“Você tem uma quantidade enorme de pessoas doentes ao mesmo tempo, o que a gente sempre quis evitar que acontecesse. Os pacientes ficam até 70 dias internados no hospital, porque é uma doença muito debilitante. Aqui [no HC da Unicamp] nós estamos com todos os nossos leitos ocupados, então não onde colocar mais pacientes”, finaliza. l.o.

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