Indústria tem pior saldo de empregos desde janeiro

Regional da Ciesp de Americana, que inclui Nova Odessa e Cosmópolis, informou fechamento de 150 vagas em maio


A indústria da região teve o pior mês desde o início do ano para geração de empregos. Segundo dados da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) da última sexta-feira, a Diretoria Regional de Americana (que inclui Nova Odessa e Cosmópolis) teve recuo de 0,39%, o que representa 150 vagas.
Em abril, houve queda de 100 postos. Único mês com saldo positivo este ano, março teve abertos 200 postos. Janeiro e fevereiro registraram, respectivamente, 100 e 20 vagas fechadas.

Os setores que influenciaram esse desempenho em maio foram Produtos Têxteis (-0,64%); Produtos Alimentícios (-0,95%) e Produtos de Borracha e de Material Plástico (-0,07%).

Foto: Arquivo / O Liberal
Setor têxtil sofreu com as oscilações do dólar, segundo diretor do Ciesp

Diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de Americana, Carlos Frederico Faé, indicou que o setor de alimentos teve influência sazonal do setor de cana, com contratações de fevereiro a março, e demissões nos meses seguintes. Já a área têxtil e a produção de borracha e material plástico sofreram com as oscilações do dólar. Em 16 de maio, a moeda americana chegou a R$ 4,03, maior valor alcançado nos últimos oito meses.

“Essa área [plásticos] e a têxtil tiveram alta influência na matéria-prima, no custo relacionado ao dólar. No fundo, ainda está sendo a instabilidade do País, dificuldade de aprovação das reformas reflete no cotidiano das empresas”, avaliou. Faé também destacou a importância de serem adotadas medidas como redução de juros e liberação de crédito.

A Diretoria Regional de Santa Bárbara d’Oeste teve variação de 0,12%, o que significou um aumento de cerca de 50 postos de trabalho. O resultado foi influenciado por Produtos Têxteis (0,50%); Máquinas e Equipamentos (0,64%); Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios (0,87%) e Produtos de Borracha e de Material Plástico (0,64%).

No Estado, foram encerradas 6,5 mil vagas em maio, primeira variação negativa após quatro meses. De acordo com a Fiesp, as principais influências “ficaram por conta da sazonalidade dos setores de vestuário e o de couro e calçados, que reduziram suas posições com o fim da produção da coleção outono e inverno”.

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