Homens entre 15 e 25 anos são as principais vítimas de afogamento

Comandante do Corpo de Bombeiros de Americana, Bruno Gobbo diz que placas muitas vezes não inibem nadadores


Rios e lagoas estão entre os locais preferidos para diversão nos meses de verão, mas são também os mais perigosos. O risco de afogamentos sobe à medida em que a temperatura aumenta, impulsionado por combinação de fatores que inclui o excesso de confiança e a falta de cuidados. Homens entre 15 e 25 anos são as maiores vítimas, segundo informações do capitão Bruno Gobbo, comandante do Corpo de Bombeiros de Americana, que atende também Sumaré, Nova Odessa e Santa Bárbara d’Oeste. “Essa faixa etária é mais sujeita ao exibicionismo e os jovens acabam se arriscando mais”, explica.

Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal
Placa alerta sobre o perigo de nadar; segundo comandante, saber nada não basta para evitar afogamento

Na região, os locais mais usados na temporada de altas temperaturas são as lagoas de Nova Odessa, Sumaré e os rios Atibaia e Jaguari, em Americana, no ponto próximo ao Rio Piracicaba. Exceto o local em Americana, os demais possuem placas alertando para o risco de afogamentos, mas isso não é garantia de mergulhos mais seguros. Segundo Gobbo, mesmo com o alerta para a possibilidade de acidentes, muitos se arriscam e o mergulho para aliviar o calor pode resultar em tragédia. Pedras, troncos de árvores e até redes de pescadores representam armadilhas fatais.

“Quando mergulha, a pessoa não sabe exatamente o que vai encontrar e está sujeita a acidentes que podem levar ao afogamento. Isso é comum, principalmente em áreas inundadas”, ressalta o comandante. Segundo ele, saber nadar também não basta para evitar o afogamento. “Quando você se cansa você perde a técnica e começa a se debater com a água ao invés de nadar. A fadiga do nadador é uma causa importante de afogamento. Embora isso seja mais comum em praias, acontece também nos rios e lagoas”. O consumo de bebidas alcoólicas também é um agravante. “O álcool atrapalha o reflexo”, diz.

Crianças. Gobbo chama a atenção também para a importância nos cuidados com as crianças. “É preciso vigiar o tempo todo. Um momento de bobeira e ela entra na água e se afoga”. O comandante diz que os pequenos são as principais vítimas do afogamento “silencioso”. “Mesmo no raso e estando com a boia, ela pode se desequilibrar, virar e cair com a cabeça na água. Como não tem força e nem técnica para se debater ocorre o afogamento e o adulto nem percebe”, afirma.

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