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Grupo é levado para delegacia após jogar cão cego em lagoa de Piracicaba

Quatro dos envolvidos são moradores de uma e um outro é professor de educação física; animal foi entregue ao Instituto Luisa Mell

Por George Aravanis

19 de julho de 2020, às 15h56 • Última atualização em 20 de julho de 2020, às 14h56

Cinco homens foram detidos pela Polícia Civil depois que três deles jogaram um cão, cego de um olho, duas vezes dentro de uma lagoa na região da pista de skate da Rua do Porto, em Piracicaba, na manhã de sábado (18).

O grupo foi ouvido e liberado – segundo a Polícia Civil, a legislação atual não permite prisão. Enquanto atiravam o animal na água, os homens riam e dois deles filmavam.

Quatro são moradores de rua que estão acolhidos no Ginásio Jaraguá, em virtude da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O quinto é um professor de educação física da prefeitura que, segundo a polícia, tinha saído com o quarteto para caminhar e não tentou impedir os maus-tratos.

Um vídeo mostra o momento em que dois dos homens levam o cão até a margem, o seguram pelas patas, balançam o animal no ar e o atiram na água. Depois que o cachorro cai na lagoa, eles riem e um quinto observa de perto, sem tentar impedir.

Animal passa bem após o ocorrido e foi entregue aos cuidados do Instituto Luisa Mell – Foto: Polícia Civil / Divulgação

O cachorro sai da água. Um dos homens que o tinha jogado pela primeira vez e um terceiro que integrava o grupo então lançam o animal na água de novo.

Policiais civis que estavam de folga viram o vídeo nas redes sociais e começaram a investigar.

Os cinco foram detidos e encaminhados à sede da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais), que foi aberta especialmente para receber a ocorrência na tarde de sábado.

Além de cego de um olho, o cão mancava de uma das patas e aparenta já ter idade avançada, segundo a polícia. O animal foi entregue a um representante do Instituto Luisa Mell, organização de proteção animal.

Na delegacia, os cinco disseram ter feito uma brincadeira de mau gosto e afirmaram que estavam arrependidos.

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Piracicaba informou que vai abrir uma sindicância para apurar o caso.

Ainda segundo a polícia, como Piracicaba está na fase vermelha da quarentena (a mais restritiva), os moradores de rua acolhidos não poderiam ter saído do isolamento.

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