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Unimep

Funcionários criticam plano de recuperação judicial da Educação Metodista

Nota de repúdio assinada por sete entidades questiona, entre outros pontos, que parte dos trabalhadores não receberão o valor total a que têm direito

Por Marina Zanaki

15 Julho 2021, às 07h31 • Última atualização 15 Julho 2021, às 10h38

Grupos de funcionários representados por diversos sindicatos criticaram o plano de recuperação judicial proposto pela Educação Metodista, responsável pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba). Em nota de repúdio assinada por sete entidades, a orientação é não aceitar a proposta – o plano precisa ainda ser aprovado pelos credores, cuja maioria são trabalhadores.

Um dos principais pontos questionados no documento se refere ao deságio (diminuição) de créditos superiores a R$ 50 mil. O plano prevê que aqueles que excederem esse valor e não ultrapassarem R$ 165 mil sofrerão redução de 30%; os que extrapolarem esse montante terão redução de 70%.

Presidente do Sinpro (Sindicato dos Professores de Campinas e Região), Conceição Fornasari disse que essa proposta apresenta problemas jurídicos pois descumpre a legislação de recuperação judicial, que limita deságios a pagamentos realizados em até um ano (os créditos trabalhistas tem proposta de pagamento em até 36 meses). A Educação Metodista disse que 90% dos trabalhadores receberão os créditos integralmente.

“Esquecem de dizer que não apresentam na integra tem professores com débitos de R$ 2 ou R$ 3 milhões. Eles jogam com a possibilidade de dividir os trabalhadores e não vamos permitir de forma alguma. Se essa proposta for aceita, pode até parecer monstruosidade, não tem segurança de quitação”, criticou Conceição. “Dá a impressão que querem que a gente assine um cheque em branco para que façam do jeito que quiserem esse plano”, disse a sindicalista.

A Educação Metodista disse que o plano foi elaborado levando em consideração a capacidade de geração de caixa da instituição, os ativos que podem ser alienados e a necessidade de manutenção das atividades.

“A recuperação judicial tem como objetivo manter a empresa ativa, gerando empregos, recolhendo impostos etc. É preciso combinar o pagamento de todos os credores, incluindo a dívida tributária, com a sobrevivência da instituição no curto e médio prazo”, disse o grupo.

O sindicato também questiona que o valor total de bens elencados para venda é inferior ao montante da dívida. A Metodista argumentou que ainda não foram contabilizados os deságios e descontos legais aplicáveis, que vão reduzir substancialmente o montante.

“Nosso plano de recuperação judicial é bem objetivo e depende apenas da venda dos imóveis para pagamento de seus credores, o que deve ser feito em até 36 meses. A versão inicial do Plano de Recuperação Judicial ainda será objeto de alterações a partir das rodadas de negociações com os credores e sindicatos, até a realização da assembleia geral de credores”, finalizou a Educação Metodista.

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