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Dia de Finados

Floriculturas adotam cautela para o Dia de Finados

Apesar de comprarem menos estoque neste ano, empresários da Região do Polo Têxtil esperam boas vendas para o feriado, uma das melhores datas para o setor

Por Marina Zanaki

31 out 2020 às 16:28 • Última atualização 31 out 2020 às 16:37

O Dia de Finados é uma das melhores datas do ano para a venda de flores, junto com o Dia das Mães e dos Namorados. Contudo, a incerteza do ano diante da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) está mantendo os floristas cautelosos. Mesmo assim, o setor torce por boas vendas.

A Floricultura Vitória Régia, que conta com uma banca em frente ao Cemitério da Saudade, em Americana, e uma loja ao lado do velório, está cautelosa este ano.

O proprietário Roberto Murayama comprou apenas um terço do estoque de flores do ano passado. Como as flores são perecíveis e duram apenas alguns dias, boa parte do que foi comprado em outras datas se converteu em prejuízo. Ele calcula que no Dia das Mães tenha vendido somente 20% do que comprou.

“Estamos esperando venda razoável apenas, acompanhando no caso a Covid-19. É uma coisa imprevisível. Compramos pouco não sendo pessimistas, mas se precavendo”, contou Roberto.

Pamela Hara, da Romeu Flores, em Santa Bárbara, aposta em crescimento de até 20% nas vendas em relação ao ano passado – Foto: Ernesto Rodrigues / O Liberal

Na Floricultura Flora Samambaia, em Nova Odessa, as compras corresponderam a 75% do estoque do Finados do ano passado.

Normalmente, a floricultura monta duas barracas junto ao Cemitério Municipal no Dia de Finados, mas esse ano haverá apenas um ponto de vendas no local.

Contudo, o comércio se mantém otimista. Mesmo ficando menores em relação a 2019, as vendas no Dia das Mães, dos Namorados e da Mulher alcançaram o esperado. Outro motivo para otimismo é que o cemitério na cidade vai funcionar até 18 horas em 2 de novembro – em função da pandemia de Covid-19 ele tem funcionado apenas até o meio-dia.

Pamela Hara, da Romeu Flores, em Santa Bárbara d’Oeste, aposta em um crescimento de até 20% nas vendas em relação ao ano passado. “O setor de flores foi melhor que ano passado, então mesmo com a pandemia espero que seja melhor. Até porque ninguém vai viajar no feriado, a maioria tem que ficar em casa”, argumenta.

Murayama, da Vitória Régia, contou que precisou reajustar os preços em cerca de 20% após notar um aumento nos produtores, em Holambra. Ele relacionou o aumento à presença de compradores de outros Estados, que acabam pagando preços mais altos pelo produto e inflacionando os valores.

Segundo nota da Cooperativa Veiling Holambra, que reúne cerca de 400 produtores de flores, a maioria optou por reduzir a produção após perdas da pandemia.

“Com a previsão de quantidades menores, as perspectivas são de que os preços possam ser melhores. Por isso, de modo geral, esperamos crescer neste período ao menos 10% no faturamento de produtos específicos para a data, em relação ao ano anterior, mesmo com uma regressão entre 15% e 20% quanto ao volume”, disse Jorge Possato Teixeira, porta-voz da cooperativa.

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