Fé e homenagens marcam visitas do Dia de Finados

Milhares de pessoas foram aos cemitérios da região prestar homenagens a entes queridos e personalidades


Foto: Marcelo Rocha - O Liberal
Milhares de pessoas foram aos cemitérios da região prestar homenagens a entes queridos e personalidades

O sentimento que dá nome ao local onde estão sepultados o tio e a mãe de Joaquim Alves, de 62 anos, e de Marina Alves, de 66, também bate no peito dos irmãos. Já na manhã do Dia de Finados, em meio a um alto fluxo de pessoas no Cemitério da Saudade, em Americana, os dois finalizavam a limpeza do túmulo dos familiares, nesta sexta-feira. Assim como eles, milhares de pessoas foram aos cemitérios da região prestar homenagens a entes queridos e personalidades.

“Eu fiquei orfão de pai antes dos 7 anos, mas a perda da mãe, depois dos 50, foi mais forte, bate [saudade] todo dia. Tem dia que dá vontade de colo de mãe”, conta Joaquim. A matriarca criou os cinco filhos pequenos sozinha após fica viúva aos 28. Mas a visita traz um alento, confessa. “Nós somos católicos praticantes. Tanto a [data] de ontem, Dia de Todos os Santos, como a de hoje, que celebra os Finados, têm significado pra gente sim. A gente, mais do que nunca, relembra dos antepassados”.

E se um número considerável de fiéis rezando e acendendo velas anunciam onde está sepultado o Jovem Desconhecido, celebrado como realizador de milagres, a grande concentração de fãs com chapéus e cantando sucessos daquele que ali jaz revelam onde estão os restos mortais de José Rico, cantor sertanejo que fez sucesso junto a Milionário. O aposentado Geso Alfredo de Jesus, de 59 anos, veio de Campinas para visitá-lo pela segunda vez. “A gente já não é mais criança, mas as músicas dele ficou (sic) na lembrança”, recorda ele.

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