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GLP

Falta de gás de cozinha na região gera filas de até 8h30

Petrobras anunciou que ampliou importação do produto e que não há risco de desabastecimento para população; sindicato fala em atraso para reposição

Por George Aravanis / Isabella Holouka

10 abr 2020 às 08:15 • Última atualização 10 abr 2020 às 10:26

Moradores da região têm enfrentado filas de até oito horas e meia de espera para conseguir um botijão de gás de cozinha. O produto sumiu dos depósitos desde o agravamento da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), no mês passado. A Petrobras informou que vai ampliar o fornecimento e que não há risco de desabastecimento.

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Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Distribuidora na Avenida Gioconda Cibin, em Americana, recebeu 360 botijões e fila foi grande

Ontem, o LIBERAL ligou para cinco depósitos de Americana, dois de Santa Bárbara d’Oeste e dois de Nova Odessa. Nenhum tinha para vender e a maioria sequer dava previsão de nova remessa.

Os funcionários dos depósitos contam que, além de irregular, os envios têm sido insuficientes. Em uma revenda na região do Jaguari, chegaram pouco mais de 20 botijões ontem – antes, a cada remessa eram cerca de 80. A venda é limitada a um por pessoa.

Na Ultragaz localizada na esquina entre as ruas do Irídio e José Jorge Patrício, no Mollon, o proprietário Itamar de Souza Cardozo esperava uma nova remessa de botijões. Com a promessa, uma fila com cerca de 60 pessoas se formou na rua lateral do estabelecimento desde as 10 horas até o final da tarde.

“Fiz o pedido de 250 e mandaram 32 botijões na segunda-feira, não deu nem para 20 minutos. Agora o que eu posso fazer é oferecer uma água, banheiro, e rezar para chegar”, queixou-se.

Por volta de 18h30, chegaram à revenda 140 unidades. A remessa acabou em uma hora.

Sem gás desde segunda-feira, Fabiana Carvalho, dona de casa de 35 anos, esperava conseguir um novo botijão na Consigaz da Avenida Gioconda Cibin, o único ponto onde o LIBERAL encontrou o produto à venda.

“Estou usando álcool em latinha para esquentar alguma coisa. Café é na cafeteira. Refeições, eu comprei marmita. Somos eu, minha filha e meu marido, ainda bem que somos só em 3”.

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A revendedora recebeu 360 botijões ontem, depois de passar a semana toda sem estoque, e a previsão era que todos fossem vendidos até 17 horas. O preço estava R$ 65 para retirar, R$ 70 para entrega. Já a fila, mais de 40 minutos.

O Sindigás (sindicato das distribuidoras) diz que não há escassez nem desabastecimento, e sim atraso para reposição dos estoques, o que deve ser solucionado em “alguns dias”. O sindicato diz que a dificuldade atual foi causada após “antecipação” de compras por parte de consumidores.

A Petrobras informou que está antecipou para segunda-feira passada a operação de um novo duto para aumentar a oferta em São Paulo. O duto liga a estação de São Bernardo do Campo à Refinaria de Capuava.

A Petrobras informou ainda que, na contramão do GLP, a procura pelos demais combustíveis caiu, o que reduziu o processamento nas refinarias. A queda da produção será compensada pelas importações, afirmou a companhia.