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COVID-19

Estado impõe fase vermelha das 20h às 6h e finais de semana

Endurecimento do Plano São Paulo vale para todos os municípios; apenas comércio essencial poderá funcionar nesses períodos

Por Bruno Moreira / Marina Zanaki

22 jan 2021 às 13:25 • Última atualização 22 jan 2021 às 14:54

Governador de São Paulo, João Doria, e secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn - Foto: Governo do Estado de São Paulo

Comércio não essencial, bares, restaurantes e serviços não essenciais não poderão funcionar das 20h às 6h, em dias úteis, e aos finais de semana durante o dia todo. A realização de eventos também está proibida.

Além disso, o início da volta às aulas na rede estadual foi adiado e a obrigatoriedade da presença de alunos nas escolas, suspensa.

A determinação do Governo do Estado foi anunciada nesta sexta-feira (22) pela gestão do governador João Doria (PSDB) durante apresentação de nova reclassificação do Plano São Paulo.

A medida, que na prática coloca as cidades na fase vermelha do plano nesses períodos, vale para todo o território paulista a partir de segunda-feira (25) e tem duração inicial até 7 de fevereiro.

Na faixa das 20h às 6h e aos finais de semana, apenas serviços e comércios essenciais poderão funcionar, como mercados, padarias, farmácias e postos de combustível, por exemplo – o formato é semelhante ao do início da quarentena.

Fora desse período, das 6h às 20h nos dias úteis, valerão as regras da fase laranja do plano para os municípios da RPT (Região do Polo Têxtil), que estão inseridos na área de abrangência da DRS (Diretoria Regional de Saúde) de Campinas. Ou seja, haverá recuo em relação ao quadro atual, já que a região estava na fase amarela.

Cidades da região de Campinas passam a fazer parte da fase laranja do Plano São Paulo – Foto:

Na fase laranja, comércio não essencial, restaurantes e serviços podem funcionar, mas com limitação de 40% na capacidade de atendimento dos estabelecimentos e funcionamento permitido por até oito horas – a operação precisa ser encerrada às 20h. Eventos também podem ocorrer com 40% de capacidade até as 20h.

As restrições, justifica o governo paulista, ocorrem por conta da piora no cenário da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) verificada neste mês.

Coordenador do Centro de Contingência, Paulo Menezes analisou que a pandemia está em nível próximo do topo da primeira curva, em julho.

“Mas com um grande diferencial. Naquele momento, tinha um decréscimo na Grande São Paulo e no interior o aumento da transmissão. Hoje, a alta na transmissão é em todas as regiões do Estado, em maior ou menor intensidade”, afirmou.

Se não houver nenhuma medida de restrição nesse momento, o sistema de saúde de São Paulo pode colapsar em quatro semanas, sem leitos de UTI disponíveis para atender a todos que ficarão doentes.

O alerta foi da secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen. Ela lembrou que, nas duas últimas semanas, foram quase mil novas internações no Estado. A ocupação de leitos de UTI está em 71,1% no Estado.

Até esta quinta-feira (21), o aumento de casos chegou a 42% na comparação com dezembro. As mortes tiveram alta de 39% em igual período. Foram 62 mil diagnósticos positivos e 1.100 óbitos desde o dia 1º em território paulista.

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