Energia recuperada em ‘gatos’ abasteceria 935 famílias

CPFL fiscalizou cidades de Americana, Hortolândia e Sumaré, identificando irregularidades em 702 ligações no primeiro semestre de 2018


A CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) identificou 702 fraudes e furtos de energia elétrica nas cidades de Americana, Hortolândia e Sumaré no primeiro semestre deste ano. Foram recuperados 1.685 MWh por meio das fiscalizações realizadas pela concessionária – esse volume é suficiente para abastecer 935 famílias compostos por até quatro pessoas pelo período de um ano, segundo informações da companhia. O balanço foi divulgado nesta quinta-feira (12).

Nessas três cidades foram realizadas 4.321 inspeções no primeiro semestre desse ano. As fraudes e furtos de energia elétrica, conhecidas popularmente como ‘gatos’, são crimes. A pena varia de um a quatro anos de prisão. Além disso, os fraudadores também são cobrados dos valores retroativos ao período do furto, com acréscimo de multa.

Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal
Os chamados ‘gatos’ na rede elétrica são considerados como crime pela lei e autores podem ser responsabilizados

“As ligações clandestinas sobrecarregam as redes elétricas, deixando o sistema de distribuição mais suscetível às interrupções no fornecimento de energia. A regularização destes clientes traz cidadania para essa parcela da população e beneficia todos os consumidores com um serviço de melhor qualidade”, disse a concessionária. Quem realiza uma ligação clandestina está colocando-se em risco, já que a manipulação da rede elétrica por pessoas não habilitadas pode provocar acidentes fatais.

Na região, a cidade com maior número de fraudes na rede é Campinas, com 6.256 ocorrências. Na sequência aparece Piracicaba, com 775 fraudes, e Sumaré, com 379. Hortolândia e Americana aparecem em quarto e quinto lugar com 265 e 58 ‘gatos’ identificados, respectivamente.

Na RMC (Região Metropolitana de Campinas), houve um crescimento de 6,31% no número de irregularidades identificadas, que passaram de 7.342 para 7.806 na comparação entre o primeiro semestre deste ano e o mesmo período do ano passado.

A reportagem pediu os números de fiscalizações de Nova Odessa e Santa Bárbara d’Oeste, mas a CPFL informou que não seria possível levantar os dados nesta quinta-feira.

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