Em Santa Bárbara, assessores da Câmara têm trabalhos detalhados

Medida foi resultado de uma ação em que o MP questionava a quantidade e utilidade dos auxiliares, segundo a assessoria da Casa


Ao contrário de Americana, em Santa Bárbara d’Oeste os vereadores precisam entregar um relatório mensal sobre o trabalho de assessores. A medida foi resultado de uma ação em que o MP (Ministério Público) questionava a quantidade e utilidade dos auxiliares, segundo a assessoria da Casa – em 2018, a câmara teve de demitir dois assessores do gabinete de cada vereador por ordem da Justiça. Agora, os parlamentares têm um assessor cada – em Americana, são três.

Como o LIBERAL revelou ontem, o vereador de Americana Geraldo Fanali (PRP) manteve em seu gabinete, entre 12 de novembro e 2 de janeiro, um assessor que ele mesmo admitiu que não trabalhava para ele, e sim para o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico, Guilherme Tiosso, enquanto recebia pela câmara – Tiosso se licenciou do cargo de vereador para assumir a pasta, e Fanali, seu suplente, o substituiu. Em uma segunda conversa, Fanali mudou o discurso e disse que o assessor Jorge Ramos fazia serviços externos, que ele não sabia quais eram.

Na Câmara de Americana, os vereadores precisam entregar mensalmente ao Departamento de Recursos Humanos um documento informando se seus assessores faltaram algum dia – não é preciso, porém, detalhar o que o auxiliar fez. O LIBERAL pediu acesso ao documento de Fanali sobre Ramos, mas a câmara informou que o pedido está em análise no jurídico.

Em paralelo, Tiosso e Fanali disputavam o cargo na Justiça, já que o agora secretário trocou o PRP pelo Pros no começo de 2018 e foi acusado de infidelidade partidária. Em 6 de dezembro, o TRE cassou o cargo de Tiosso e, no dia 13, Fanali se tornou vereador de fato – porém, manteve Jorge Ramos no cargo até dia 2 de janeiro. Tiosso e Ramos negam que o assessor trabalhasse na prefeitura.

A Câmara de Santa Bárbara enviou ao LIBERAL o relatório preenchido por um parlamentar, no qual ele detalha as atividades de uma assessora. É um modelo que os vereadores precisam preencher todo mês. Nele, está relacionado, por exemplo, exatamente quais indicações e quais requerimentos a assessora ajudou o vereador a fazer e também há descrições genéricas sobre o serviço.

Em Nova Odessa, não há qualquer prestação de contas, informou a câmara. Em Sumaré, vereadores e assessores preenchem uma folha de frequência. Em Americana, o presidente da câmara, Luiz da Rodaben (PP), disse anteontem que considera que um relatório de atividades poderia ser burlado e difícil de conferir.

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