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COVID-19

Eficácia da Coronavac é de 78%, diz governo de São Paulo

Percentual chegou a 100% de proteção em casos considerados moderados e graves

Por João Colosalle/Marina Zanaki

07 jan 2021 às 12:13 • Última atualização 07 jan 2021 às 14:55

A eficácia da Coronavac, vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, é de 78% em casos leves e de 100% em casos moderados e graves.

Os detalhes sobre o resultado dos testes feitos com o imunizante em voluntários estão sendo apresentados em uma coletiva de imprensa – reveja no vídeo abaixo.

“As pessoas que forem imunizadas terão entre 78% e 100% menos possibilidade de desenvolverem a Covid-19 do que uma pessoa que não recebeu o imunizante”, explicou o governador João Doria (PSDB). “Esse resultado significa que a vacina tem elevado grau de eficiência para proteger a vida dos brasileiros contra a Covid-19”, afirmou o governador João Doria, ao abrir a coletiva.

Os resultados foram apresentados à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) na manhã desta quinta.

No grupo de mais de 12 mil voluntários da fase 3 do estudo, nenhum dos que recebeu o imunizante desenvolveu quadro grave, moderado ou internação hospitalar. A eficácia para a forma mais grave da doença foi de 100% dentro do estudo.

Entre os pacientes que precisaram de atendimento ambulatorial e casos leves, a eficácia foi de 78%.

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“Estamos evitando casos graves, moderados, internação hospitalar, diminuindo necessidade de atendimento ambulatorial, reduzindo de forma significativa inclusive as manifestações mais leves”, resumiu Dimas Covas.

Ele apontou ainda que é uma ótima vacina “para o momento”, contribuindo para a redução de hospitalizações e óbitos.

“Essa vacina tem papel diferente em situações normais e agora. Nesse momento temos que pensar que estamos perdendo pessoas, jogando pessoas nos hospitais, muitas dessas pessoas pertencendo às faixas de pessoas mais idosas, estão submetidas a um risco importante quando contraem a doença. Uma vacina nesse momento vem para diminuir essa carga, diminuir a gravidade, impedir que uma vez infectadas pelo coronavírus, desenvolvam a forma mais grave da doença”, afirmou o diretor do Instituto.

Dimas Covas destacou ainda que o grupo de voluntários da Coronavac foi composto por profissionais na linha de frente da pandemia, “colocando à prova” a eficácia do imunizante.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a taxa mínima recomendada é de 50%.

Segundo a proposta do Estado, a previsão é de que a vacinação comece no dia 25 de janeiro e vá até 22 de março, em cerca de 10 mil pontos, incluindo áreas de escolas, da Polícia Militar, estações de trem, terminais de ônibus e com o sistema drive-thru.

Devem ser vacinadas na primeira etapa de imunização cerca de 9 milhões de pessoas, integrantes de grupos de risco, como idosos, ou em situação de vulnerabilidade, além dos profissionais da saúde.

Reclassificação adiada

A atualização do Plano São Paulo que seria anunciada nesta quinta-feira (7) pelo governo estadual ficará para amanhã.

A mudança foi divulgada pelo secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, em entrevista ao Bom Dia São Paulo, da TV Globo, durante a manhã de hoje, e confirmada pelo LIBERAL com uma fonte no governo.

A tendência era de que a atualização prevista para esta quinta colocasse as cidades da região de Campinas, como Americana e Santa Bárbara d’Oeste, de volta à fase laranja, o que deve ser anunciado nesta sexta.

A fase restringe horários de atividades não essenciais, como o comércio, e proíbe o atendimento in loco de restaurantes, bares e salões de beleza.

O motivo para a regressão seria o aumento de novos casos e mortes e a alta na ocupação de leitos hospitalares. Há expectativa de que o período de festas e viagens agrave o cenário da pandemia nas próximas semanas.

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