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Vacinação

Doses da vacina DTP estão em falta na região

Vacina protege contra difteria, tétano e coqueluche e a aplicação do reforço é recomendada duas vezes: aos 15 meses e 4 anos

Por Marina Zanaki

14 jan 2020 às 08:09 • Última atualização 14 jan 2020 às 17:32

As doses da vacina DTP, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, estão em falta na região. Em Santa Bárbara d’Oeste, a distribuição não ocorre desde agosto do ano passado e não há nenhuma dose.

A demanda na cidade era de 200 vacinas por mês. A prefeitura havia recebido a informação de que a normalização estava prevista para outubro, mas isso não ocorreu.

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Americana confirmou que a vacina está em falta desde setembro de 2019, e que a demanda mensal é de 400 doses. Em setembro, foram recebidas 72 doses; em outubro, 19; novembro e dezembro passaram sem que nenhuma dose chegasse, e hoje o estoque está zerado. A baixa cobertura na cidade, que está em 50,86%, está relacionada à falta do imunobiológico, segundo a prefeitura.

Segundo o Estado, uma nova remessa deve chegar à região até o final da semana. Nova Odessa não respondeu.

Foto: Divulgação
As doses da vacina DTP, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, estão em falta na região

O calendário de vacinação prevê que as crianças recebam cinco doses para prevenção de difteria, tétano e coqueluche. As três primeiras são aplicadas por meio da vacina pentavalente (que inclui proteção contra outras duas doenças), aos dois, quatro e seis meses; e dois reforços por meio da DTP, aos 15 meses e quatro anos.

O LIBERAL mostrou que a vacina pentavalente também está em falta na região e que a reposição dos estoques deve ocorrer nos próximos dias. O desabastecimento ocorreu porque testes de qualidade reprovaram os lotes que haviam sido comprados no ano passado.

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Questionado nesta segunda sobre a falta da DTP, o Ministério da Saúde não respondeu. Em outubro do ano passado, a pasta federal havia informado ao jornal Folha de S. Paulo que houve problemas com a conservação de vacinas durante a etapa de distribuição. Para a Prefeitura de Americana, o Ministério havia informado, em agosto, que “a carga está aguardando a Baixa do Termo de Guarda pela Anvisa. O estoque estratégico mínimo está sendo mantido por esse Ministério da Saúde com expectativa de normalização em setembro”. Contudo, o prazo não foi cumprido.

“A pentavalente supre a DTP e, na eventualidade da falta de ambas as vacinas, as crianças ficam comprometidas em relação à proteção contra as respectivas doenças”, disse a prefeitura de Americana.

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, que recebe as doses enviadas pela pasta federal e encaminha aos municípios, informou que recebeu uma nova remessa. “Até o fim desta semana, serão destinadas 17 mil doses para a região de Campinas”, explicou.

A difteria voltou a ser preocupação pois o Haiti e a Venezuela enfrentam surtos da doença desde 2014 e 2016, respectivamente.