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Novo Normal

Demanda cresce e leva funerárias a se adaptarem em meio à crise da Covid-19

Alto risco de contaminação de funcionários e aumento do volume de serviço refletem em setor na Região do Polo Têxtil

Por Rodrigo Alonso

03 abr 2021 às 08:58

Com a demanda em alta e o perigo de contágio pelo coronavírus (Covid-19), funerárias da região tiveram de se adaptar à nova realidade do setor nesta pandemia. Ao mesmo tempo em que o volume de serviço aumentou, as empresas também precisaram estabelecer restrições e cuidados devido ao risco de transmissão do vírus.

“Luvas, máscara, protetores de rosto são partes integrantes do dia a dia. O cuidado maior foi obter as informações da causa do óbito antes do primeiro contato com o falecido”, disse Luiz Claudio Araujo, representante da Funerária Araújo, de Santa Bárbara d’Oeste.

Na Funerária Araújo, de Santa Bárbara, possibilidade de velório pela internet ajuda em distanciamento – Foto: Marcelo Rocha / O Liberal

Segundo ele, na empresa, o número de óbitos atendidos subiu 27% desde o início da pandemia. O aumento na demanda, inclusive, gerou certa preocupação.

“Quando se tem compromissos com clientes e associados de uma cidade do porte de Santa Bárbara, a demanda sempre preocupa. Mas, graças ao grupo de funcionários reconhecidamente responsáveis, conseguimos atender todos os serviços normais e da pandemia com a mesma eficiência”, afirmou.

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Na Funerária Alves de Sumaré, o número de atendimentos também cresceu “bastante”, de acordo com a secretária Gisele Cristina de Nadai. Houve até mesmo a contratação de mais um agente funerário, que se somou a outros dois.

Mesmo diante desse cenário, a empresa praticamente manteve sua rotina. “A única coisa é mais higiene, procedimentos, os EPIs (equipamentos de proteção individual) que têm de ser usados. Antigamente, não precisava”, declarou.

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Na unidade de Hortolândia do Grupo Serra, onde também teve uma evolução nas vendas de planos funerários, há relato de familiares que se opõem as regras voltadas para a proteção contra a Covid-19.

“A gente tem de seguir o protocolo. É difícil lidar com as famílias. Tem família que não entende, outras não aceitam. Mas, infelizmente, o protocolo da Vigilância Sanitária não permite que seja de outra forma”, comentou a secretária Thiara Rodrigues.

Ela também citou que existe um temor com relação ao atendimento às vítimas do coronavírus. “A gente sempre fica com certo receio, mas os meninos [funcionários] têm todos os EPIs”, apontou.

Luiz Claudio, da Funerária Araújo, ressaltou que essa situação é “preocupante”, mas a empresa conseguiu superá-la graças aos protocolos de segurança, às orientações dos especialistas e ao apoio das entidades representativas do setor funerário.

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“É interessante observar o grau de responsabilidade dos nossos agentes, pois nenhum deles pediu dispensa ou mesmo manifestou intenção de mudar de função. Todos, assim como os agentes de saúde dos hospitais, assumiram como compromisso a missão”, destacou.

Nos velórios da Funerária Araújo, há uma opção que ajuda no distanciamento das pessoas, mas que já existia mesmo antes da pandemia.
Trata-se de uma transmissão ao vivo por vídeo, pela qual os conhecidos do falecido podem acompanhar o velório à distância, pela internet, com o uso de uma senha fornecida pela funerária à família.

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