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Crime da Mega-Sena

Defesa diz que suspeitos detidos pela morte do ganhador da Mega-Sena foram enganados

Advogado afirma que os dois são moradores de rua e foram aliciados por outro investigado, que continua foragido

Por Cristiani Azanha

22 de setembro de 2022, às 14h19 • Última atualização em 22 de setembro de 2022, às 15h14

O milionário Jonas Lucas Alves Dias, de 55 anos, morreu após ser sequestrado em Hortolândia - Foto: Reprodução / Facebook

O advogado Fábio Costa, que defende os dois suspeitos presos pela morte do ganhador da Mega-Sena em Hortolândia, diz que seus clientes são inocentes e foram enganados por outro investigado, que continua foragido, e que ambos são moradores de rua, que teriam sido “aliciados” para entregarem seus documentos, utilizados para a abertura de contas em bancos.

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Jonas Lucas Alves Dias, de 55 anos, morreu após ser encontrado ferido, no último dia 14, na alça de acesso da Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença (SP-101) para a Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), em Hortolândia. O homem, que ganhou R$ 47,1 milhões na Mega-Sena em 2020, foi alvo de bandidos que tentaram roubá-lo a partir de transferências bancárias.

Rogério de Almeida Spínola, de 48 anos, foi detido pelos policiais civis da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) no último sábado.

Já Rebeca foi capturada pela Guarda Civil Municipal de Santa Bárbara d’Oeste, no domingo. Estava no nome dela a conta utilizada para recebimento de um Pix de R$ 18,6 mil, que foram transferidos da conta da vítima.

Os outros investigados, que já tiveram os mandados de prisão temporária decretados, mas seguem foragidos, são Marcos Vinycius Sales de Oliveira, o Viny, de 22 anos, e Roberto Jeferson da Silva, o Gordo, de 38, ambos também de Santa Bárbara.

“Rebeca e Rogério são moradores de rua e ficavam sempre em uma praça da cidade. Eles emprestaram os documentos para Roberto apenas para abrirem contas no banco. Em nenhum momento participaram ou tiveram algum tipo de envolvimento na morte. Eles nem conheciam a vítima”, afirma o advogado.

O defensor enfatiza que, no caso de Rebeca, a polícia chegou até ela pela identificação da conta. “Ela não tinha conhecimento da realização do Pix e também não teve acesso ao dinheiro. Até agora, seus documentos e cartão não foram devolvidos”, completa Costa.

Para ele, outro ponto que precisa ser esclarecido foi o elo de Rogério com o caso. “Assim como Rebeca, ele apenas cedeu seus documentos. Os dois carros que foram usados no crime não estavam em seu nome”, alega.

Segundo a polícia, Rogério já respondeu a processos por homicídio, roubo, furto, estelionato e corrupção. Ele cumpriu ao menos 15 anos de prisão e estava solto desde dezembro de 2021. Rebeca não tinha antecedentes criminais. 

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