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Vestibulinho

Cotuca e Cotil adotam cotas raciais e para alunos de escolas públicas

Para o vestibulinho deste ano, 35% das vagas serão para étino-raciais, outros 35% para estudantes de escolas públicas e 30% para ampla concorrência

Por Natália Velosa

04 jun 2020 às 08:19

Os Colégios Técnicos de Campinas (Cotuca) e de Limeira (Cotil), ambos da Unicamp, vão implementar cotas étnico-raciais e para alunos oriundos de escolas públicas.

A proposta foi aprovada na última terça-feira (2) em Sessão Ordinária do Conselho Universitário da Unicamp, e já serão adotadas no vestibulinho de 2021. 

A iniciativa teve 71 votos favoráveis e apenas duas abstenções. O projeto prevê que, ao se inscreverem nos vestibulinhos, os candidatos sejam identificados pelos marcadores de estudantes PPI (Pretos, pardos e indígenas), EPu (Estudantes de escolas públicas) ou AC (Ampla Concorrência).

Nova classificação será adotada no vestibulinho de 2021 – Foto: Divulgação

Assim, 35% das vagas (14 de 40) serão preenchidas, na ordem de classificação, por alunos identificados como PPI e, preferencialmente, também EPu. Depois, serão convocados outros 35% (14 de 40), também na ordem de classificação, pelos alunos identificados como EPu, independente da raça/etnia.

Por fim, o terceiro grupo terá 30% das vagas (12 de 40) preenchidas por alunos em ampla concorrência, convocados também pela ordem de classificação.

“É uma proposta que não cria uma porta de entrada exclusiva, mas uma dinâmica de convocação que permite que o aluno se inscreva no vestibulinho e as vagas sejam distribuídas por grupos de acordo com a classificação e dentro dos marcadores de serem pretos, pardos ou indígenas e de serem de escola pública”, explica André Pasti, professor do Cotuca e coordenador do Grupo de Trabalho que discutiu o projeto de cotas na unidade. 

Porcentuais

Os porcentuais adotados para as cotas foram baseados em dados da composição étnica da população do Estado de São Paulo, aferidos pelo IBGE, e do total de matrículas no Ensino Fundamental II (6º a 9º ano) em escolas públicas, mostrados pelo Censo Escolar.

Os números mostraram que 37,2% da população do Estado se autodeclara preta, parda ou indígena e, entre os alunos da segunda etapa do Ensino Fundamental em São Paulo, 80,5% das matrículas concentram-se na rede pública, sendo que na Região Metropolitana de Campinas, o valor é de 78,2%.  

“A universidade pública deve ter uma representação mais fiel da sociedade brasileira e isso é o que temos feito indo nessa direção, buscando trazer essa diversidade para a universidade e, por isso, é um dia muito importante para os colégios da Unicamp, Cotuca e Cotil, e para a universidade como um todo”, pontua o reitor da Unicamp, Marcelo Knobel. 

* Estagiária, sob supervisão de Talita Bristotti