Correios entram em greve em Americana

Categoria reivindica mais contratações e manutenção do plano de saúde; paralisação é nacional


Os funcionários dos Correios entraram em greve nesta segunda-feira (12) em todo o país, e em Americana o sindicato confirmou que já há paralisação. Ainda não há uma estimativa de quantos trabalhadores no total cruzaram os braços na cidade. No período da manhã os funcionários se concentraram no Centro de Distribuição da Rua Tamoios, na Vila Santa Catarina.

Esse foi o local com maior adesão na cidade – pelo menos 20 dos 35 carteiros estão parados. Houve ainda paralisações em outros setores, mas não há um número fechado, segundo o sindicato. A entrega de correspondências não deve ocorrer, já que não há funcionários para a triagem.

Os serviços nos demais centros de distribuição da cidade – na Rua Dom Pedro II, na Avenida José Meneghel e no Jardim São Manoel – não devem ser prejudicados, de acordo com o sindicato.

Foto: Marina Zanaki/O Liberal
Atendimento no Centro de Distribuição da Rua Tamoios, na Vila Santa Catarina, está paralisado

Segundo o dirigente sindical José Ivaldo, os funcionários devem ir até a sede da entidade em Campinas acompanhar a transmissão do julgamento de uma ação que envolve mudanças no plano de saúde da categoria.

“Estamos sem condições de trabalho, precisamos de mais 50 funcionários aqui em Americana, mas desde 2011 não há contratação”, disse Ivaldo. “A empresa diz que está em crise, mas tem encomendas se acumulando, com atrasos na entrega. A crise não é financeira, mas administrativa, porque não contratam”.

O SINTECT/CAS (Sindicato dos Trabalhadores em Correios de Campinas e Região), que inclui em sua base as cidades de Americana, Hortolândia, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré, informou que ainda não há um balanço da adesão.

Convênio. Segundo a FENTECT (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), a direção da empresa quer que os funcionários arquem com mensalidades do plano de saúde, assim como a retirada de dependentes. Além disso, afirma, o benefício poderá ser reajustado conforme a idade, chegando a mensalidades acima de R$ 900,00. O TST (Tribunal Superior do Trabalho) começa hoje o julgamento de ação envolvendo a questão.

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