14 de abril de 2021 Atualizado 09:50

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Publicidade

Compartilhe

Covid-19

Conselho da RMC e Agemcamp recomendam adiamento de aulas presenciais

Grupo havia se posicionado anteriormente a favor do retorno das aulas presenciais em março

Por Marina Zanaki

26 fev 2021 às 17:37

O Conselho de Desenvolvimento da RMC (Região Metropolitana de Campinas) e a Agemcamp (Agência Metropolitana de Campinas) recomendaram que os prefeitos da região adiem o retorno das aulas presenciais em função do agravamento da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

O grupo havia se posicionado anteriormente a favor do retorno das aulas presenciais em março.

A nova recomendação foi encaminhada aos prefeitos no mesmo dia em que a região de Campinas regrediu da fase amarela do Plano São Paulo para a fase laranja, em função da alta nas internações.

O DRS (Departamento Regional de Saúde) de Campinas registra nesta sexta-feira 73,4% dos leitos de UTI (Unidades de Terapia Intensiva) Covid ocupados. Na rede pública, esse percentual está em 82%.

O documento com a recomendação é assinado pelo presidente em exercício do Conselho de Desenvolvimento, o prefeito de Jaguariúna, Gustavo Reis (PMDB), e pelo diretor-executivo da Agemcamp, Benjamim Bill Vieira de Souza.

“Nesse momento, em que todos os indicadores destacam o agravamento da pandemia, em que o contágio e mortes estão em níveis altíssimos e que não há vagas hospitalares, recomendamos aos prefeitos o adiamento ou a suspensão das aulas, visando a proteção à vida”, diz o ofício.

Segundo o Governo do Estado, o Departamento Regional de Saúde Campinas (que engloba as 20 cidades da RMC e mais 22 municípios) registra até o momento um total de 217.500 casos confirmados de Covid-19, um aumento de 15,8% em relação a sete dias atrás. Já o total de óbitos pela doença é de 5.333, com crescimento de 8,4%.

Região pede mais leitos de UTI Covid
Esta semana, o Conselho de Desenvolvimento da RMC enviou um ofício ao governador João Doria (PSDB) apelando pela abertura de novos leitos de UTI Covid, apontando para sobrecarga na região.

Hortolândia, por exemplo, decretou lockdown a partir desta sexta-feira no período noturno, em função da ocupação máxima de sua Unidade Respiratória e dificuldade em transferir pacientes para hospitais.

Sumaré revelou que esta semana nove pacientes estavam internados na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Macarenko, aguardando transferência. O LIBERAL mostrou que houve pessoas morreram na unidade enquanto aguardavam um leito de UTI.

Entre os pedidos para aumentar a assistência da região, estava a transformação do Hospital de Campanha de Santa Bárbara d’Oeste em uma unidade de alta complexidade e a retomada dos atendimentos de pacientes com coronavírus no AME (Ambulatório Médico de Especialidades) Campinas.

No ano passado, quando o local ainda era usado como Hospital de Campanha, a cidade de Campinas contava com mais de 90 leitos de UTI Covid da rede estadual. Este ano, somente o Hospital das Clínicas da Unicamp possui 30 leitos exclusivos para a doença.

A Secretaria de Estado da Saúde se posicionou contrária a esses dois pedidos enviados pelo Conselho de Desenvolvimento da RMC.

Publicidade