Cobertura vacinal da pentavalente está abaixo do suficiente

Vacinação na Região do Polo Têxtil é menor que os 95% indicados pelo Ministério da Saúde; lote reprovado é problema


A RPT (Região do Polo Têxtil) está com a cobertura da vacina pentavalente abaixo dos 95% indicados pelo Ministério da Saúde. Ao mesmo tempo, os municípios relataram que desde agosto estão recebendo doses abaixo da quantidade necessária. O motivo é que uma remessa foi reprovada nos testes e as compras interrompidas pelo ministério.

As doses devem ser aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de vida. A pentavalente protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e a bactéria haemophilus influenza tipo b.

Foto: Divulgação
Vacina pentavalente é importante e deve ser aplicada aos 2, 4 e 6 meses de vida da criança

A cidade com pior cobertura na região é Santa Bárbara d’Oeste, que alcançou somente 48% das crianças. Em novembro, o município recebeu 800 doses. A Secretaria de Saúde ressaltou que tem recebido doses em quantidades menores do que o solicitado, mas não especificou quantas são realmente necessárias.

Já a Secretaria de Saúde de Americana calcula que precisa de 4 mil doses mensais. Em outubro, recebeu apenas 500. Em novembro, foram mil. A cobertura está em 81% no município. A Secretaria de Saúde de Hortolândia informou que a oferta da pentavalente não está regular em todas as unidades por conta da redução na quantidade recebida.

O município disse que observou que a distribuição está sendo restabelecia de forma progressiva. A cobertura em Hortolândia está em 80%.

Em Sumaré, a cobertura alcança os 51%. Entre outubro e novembro, a cidade recebeu 2.250 doses da vacina. Nova Odessa não respondeu.

Distribuição

Responsável pela distribuição, o Ministério da Saúde informou dois motivos que explicam os problemas relatados pelos municípios.

O primeiro é que uma carga de 4 milhões de doses que chegou ao Brasil está aguardando a Baixa do Termo de Guarda pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A segunda situação se refere a uma remessa de vacina pentavalente adquirida por intermédio da OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), reprovada em testes de qualidade.

“A pasta solicitou a reposição do fornecimento à OPAS, mas não há disponibilidade imediata da vacina e ela não é fabricada no Brasil”, explicou o ministério.

Foram compradas 6,6 milhões de doses, que começaram a chegar de forma escalonada em agosto. “Quando os estoques forem normalizados, o SUS fará busca ativa pelas crianças que completaram dois, quatro ou seis meses de idade entre agosto e novembro para vaciná-las”, justificou a pasta federal.

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