Ciesp destaca reformas para combater desemprego

Representantes da entidade em Americana e Santa Bárbara d’Oeste afirmam que, sem medidas, desemprego vai continuar


Representantes do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de Americana e Santa Bárbara d’Oeste apostam que, caso as reformas da previdência e tributária não sejam aprovadas, o País seguirá enfrentando o problema do desemprego. No Dia da Indústria, lembrado neste 25 de maio, eles apontam que o setor está “cauteloso” com o governo federal.

Diretor do Ciesp de Americana, Frederico Faé explicou que como ainda não há clareza de quando as reformas serão aprovadas, a indústria se retrai. O setor precisa de segurança e certezas para realizar investimentos.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal_29.4.2019
 Diretor do Ciesp de Americana, Frederico Faé disse que indústria precisa de segurança e certezas para realizar novos investimentos

“Começamos 2019 com o otimismo do setor industrial acreditando, até pelo momento de mudança de governo, de ministérios. Hoje temos o quadro um pouco mais cauteloso”, indicou. “Tendo o governo elegido a reforma da Previdência como a principal, ela precisa que sair. Logicamente que pode e deverá haver negociações no projeto original, mas ela saindo e sendo efetivada deve trazer uma onda de otimismo para indústria”.

Ele destacou a importância de mudanças no sistema tributário, com a simplificação dos impostos. Além disso, defende que se adotem alterações nas alíquotas que amenizem a guerra fiscal entre os Estados.

“Em vez de empresa sair de São Paulo porque ICMS (Imposto Sobre Mercadorias e Serviços) é mais barato em outro lugar, ficar em São Paulo. Nessa questão do emprego, se não saírem as reformas vamos continuar tendo problemas”, declarou Faé.

Diretor do Ciesp de Santa Bárbara d’Oeste, Nivaldo José da Silva disse que é preciso “dar crédito” ao governo eleito. “A retomada vem mais lenta do que gostaríamos, queríamos que estivesse mais aquecido”, indicou.

Silva lembrou ainda que a entidade segue buscando melhores linhas de crédito. “Falta dinheiro. A gente que é de empresa vai no banco e não tem linhas de crédito, e quanto tem são taxas absurdas”, queixou-se.

Apesar da pressa do setor industrial com as reformas, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) sofreu duras críticas por se envolver em diversas polêmicas nos primeiros meses do governo e pouco articular pela Previdência junto aos parlamentares.

O governador João Doria (PSDB) anunciou esta semana um pacote de benefícios para 11 polos econômicos da indústria, incluindo o setor têxtil. Entre as áreas que devem ser receber políticas públicas, está o financiamento competitivo, a mão de obra, tecnologia e inovação, além da simplificação tributária e regulatória.

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