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Violência

Delegacias da região terão atendimento 24h para mulheres vítimas de violência

Salas especializadas estão passando por adequações e devem ser inauguradas em breve

Por Maria Eduarda Gazzetta

14 jan 2022 às 07:58 • Última atualização 14 jan 2022 às 18:37

Delegacias de quatro cidades da RPT (Região do Polo Têxtil) terão, pela primeira vez, atendimentos 24 horas para registros de violência contra a mulher. Os serviços vão funcionar em salas exclusivas que já estão sendo montadas nos plantões policiais de Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Sumaré e Hortolândia, e aguardam data para inauguração.

De acordo com a Polícia Civil, as salas passam por adequações estruturais e, após autorização dos órgãos superiores, o atendimento especializado entrará em vigor.

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O delegado titular de Sumaré e também do 1º DP (Distrito Policial), Marcelo Moreschi, explicou que o espaço é totalmente exclusivo para vítimas de violência doméstica e adiantou que a abordagem nos atendimentos será diferente.

“O tratamento será diferenciado. É um espaço para a vítima de violência se sentir acolhida, será tudo privativo, ela não terá acesso ao agressor. Neste espaço também teremos um lugar para acolher o filho da vítima, se for o caso”, disse.

O Plantão de Defesa da Mulher no município ficará disponível 24h, especialmente para atender casos no período noturno, finais de semana e feriados. Nos outros horários, as ocorrências poderão ser registradas na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), na Vila Miranda.

Em Americana, atendimento funcionará em uma sala na CPJ – Foto: Claudeci Junior / O Liberal

Em Americana, o atendimento 24h funcionará na CPJ (Central de Polícia Judiciária), mesmo prédio que abriga a DDM.

A coordenadora do Núcleo de Prevenção de Violências da Uvisa (Unidade de Vigilância em Saúde) da cidade, Léa Amabile, relata que os casos de violência contra a mulher cresceram durante o período de pandemia de Covid-19 e que a vinda do atendimento é importante.

“É evidente que precisamos comemorar que tenha esse serviço 24 horas, é uma demanda de décadas, mas não é só isso. Tão importante quanto ter este atendimento, é que ele seja qualificado, que a mulher se sinta encorajada para buscar o serviço e que ele acolha a vítima”, completou Léa.

Ela informou ao LIBERAL que em 2019, o Núcleo de Prevenção de Violências registrou 317 casos de violência física contra mulheres na cidade. Em 2020, os números saltaram para 421. Em 2021, até novembro, foram 335 casos de agressão física.

A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Clarissa de Oliveira, relata, ainda, que a violência contra a mulher não tem horário para acontecer, por isso a importância do atendimento 24 horas.

“Sempre é maior a agressão à noite e em finais de semana. É importante então que esteja [o órgão] à disposição para quando isso acontecer”, concluiu.

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