Chuvas em abril estão o dobro acima do esperado

Segundo Consórcio PCJ, na primeira quinzena do mês choveu 113,80 mm, enquanto a média é de 54,30 mm


Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal.JPG
Precipitações acima do aguardado aumentaram de maneira expressiva os volumes dos rios, como o Piracicaba

As chuvas acumuladas no mês de abril já estão mais de 100% acima da média histórica nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Segundo levantamento da equipe técnica do Consórcio PCJ, na primeira quinzena do mês choveu 113,80 mm, enquanto a média histórica para o período é de 54,30 mm, representando um volume de chuvas 109% acima do normal.

Santa Bárbara está entre as cidades que apresentaram os maiores volumes de precipitações. Choveu no município, 133,25 mm, quando a média histórica é de 32,74 mm, ou seja, 307% acima da média histórica mensal.

Somente Monte Mor, com 211 mm e índice de 514% acima da média, e Campinas, com 171 mm de chuva e 475% de volume acima da média histórica mensal, superaram Santa Bárbara. Em Americana choveu 110,50 mm, quando a média do mês de abril são 32,20 mm. Em Nova Odessa foram 145,50 mm de chuva e em Sumaré 159 mm. A média normal dos dois municípios são, respectivamente, 65,20 mm e 55,50 mm.

Após o mês de março ter apresentando chuvas abaixo do esperado em alguns pontos da bacia, os índices de abril impressionaram positivamente os técnicos do Consórcio PCJ, já que o mês comumente apresenta as menores precipitações do período. Em todos os pontos de medição, os volumes de chuvas se mantiveram acima da média histórica.

Na avaliação do consórcio, os volumes expressivos de precipitações configuram que a região está sofrendo com as mudanças climáticas. Para o coordenador de projetos do Consórcio PCJ, José Cezar Saad, as variações constantes no comportamento das precipitações exigem planejamento para a ocorrência de eventos extremos.

“Cada vez está mais comum chuvas muito intensas em curtos espaços de tempo e secas mais prolongadas, o que irá requerer no planejamento das políticas públicas futuras voltadas à gestão da água com maior atenção à ocorrência de eventos climáticos extremos”, comenta.

RESERVA. Na região de cabeceira das Bacias PCJ, onde estão os reservatórios do Sistema Cantareira, as precipitações também estão acima da média, mas em menor quantidade. No acumulado do mês, choveu 103,10 mm no Cantareira, quando a média histórica é de 86,60, portanto 19% acima do esperado.

Tanta água tem ajudado na recuperação do Sistema Cantareira, que atingiu na última quarta-feira, 57,70% do total do volume útil. Segundo informações do Consórcio, a expectativa é que o sistema entre no período seco com 60% de reservação, o que permitirá tanto para as Bacias PCJ como para a Grande São Paulo atravessarem a estiagem de 2019 sem dificuldades.

 

 

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