Além de férias, calendário escolar do Estado conta com dois recessos

Número total de dias de folga aos alunos segue o mesmo e o que muda é apenas a distribuição ao longo do ano; férias dos professores continuam iguais


O calendário escolar 2020 da rede estadual prevê dois recessos escolares, além das férias escolares do meio do ano. A medida havia sido anunciada em abril do ano passado pelo governador João Doria (PSDB).

O número total de dias de folga segue o mesmo, e o que muda é apenas sua distribuição ao longo do ano. O calendário, que foi divulgado no dia 1° de janeiro, indica que o primeiro recesso será entre os dias 20 e 24 de abril, marcando o fim do primeiro bimestre letivo.

Já o segundo recesso, correspondente ao fim do terceiro bimestre, será do dia 13 a 16 de outubro. Com a mudança, as férias do meio do ano deixaram de ter um mês de duração e vão durar duas semanas. Elas estão marcadas para o período de 10 a 26 de julho.

Ainda de acordo com o calendário escolar, o ano letivo começa no dia 3 de fevereiro e será encerrado a partir de 23 de dezembro. Na região, 89 mil alunos serão impactados com a mudança – 39 mil na Diretoria de Ensino de Americana e 50 mil na Diretoria de Ensino de Sumaré.

Secretário de Educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soares disse que o objetivo da mudança é que contribuir para que estudantes e professores tenham períodos de descanso ao longo dos semestres.

“Esses períodos são importantes para uma espécie de descompressão. É bom para o professor, que pode se reorganizar para começar o segundo bimestre, e também para o aluno, que, com menos tempo contínuo fora da escola, aumenta sua aprendizagem”, aposta o secretário.

O calendário propõe ainda Semanas de Estudos Intensivos. De acordo com a pasta estadual, elas serão realizadas em “momentos-chave” do ano para “reforçar, recuperar e aprofundar as aprendizagens essenciais para o percurso educacional dos estudantes”.

A Secretaria Estadual de Educação indicou que as férias dos professores continuam como nos anos anteriores – 15 dias em janeiro e 15 dias em julho. “Essa mudança foi motivada pelo diagnóstico da Secretaria, as quais apontam que a concentração de férias em longos períodos tem impacto negativo na aprendizagem, em especial para alunos de menor renda”, finalizou a pasta.

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