Bill diz que Cartão Saúde é prioridade

Em sua primeira reunião como presidente do Conselho de Desenvolvimento da RMC, prefeito de Nova Odessa falou que é preciso integrar sistema


Foto: Prefeitura de N. Odessa - Divulgação.JPG
Agora presidente do Conselho de Desenvolvimento da RMC, Bill Souza (centro) participou de reunião nesta terça-feira

Na primeira reunião como presidente do Conselho de Desenvolvimento da RMC (Região Metropolitana de Campinas), o prefeito de Nova Odessa, Benjamim Bill Vieira de Souza (PSDB), disse ao LIBERAL que uma de suas prioridades é viabilizar a implantação do cartão de saúde metropolitano. Porém, as condições para que a medida saia do papel não devem acontecer em sua gestão à frente do órgão, que tem duração de um ano. A reunião foi realizada em Nova Odessa.

Anunciado em 2012, o cartão deveria ser implantado no mesmo ano. Seria distribuído aos moradores com o objetivo de integrar informações sobre os pacientes da região. A intenção é permitir que, quando um morador de Americana procure uma unidade de saúde em Santa Bárbara d’Oeste, por exemplo, todo seu histórico possa ser acessado. Na época, o então prefeito de Campinas, Pedro Serafim (PDT), disse que com o cartão seria possível identificar a origem dos pacientes e cobrar outros municípios, Estado e União.

Bill afirma que é rotineira a migração de pacientes, o que justifica o cartão. “Aquela pessoa que é atendida em Sumaré, ou mesmo em Americana, ela às vezes passou por Nova Odessa”, afirmou. O prefeito diz que saúde e segurança serão suas prioridades.

Ester Viana, diretora da Agemcamp (Agência Metropolitana de Campinas), diz que o cartão saúde deve ser implementado após a entrega das unidades que estão sendo construídas com verba do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). São R$ 238 milhões destinados à reforma, ampliação e construção de 76 unidades de saúde na RMC, compra de equipamentos, capacitações e conectividade para modernizar a rede (esta conectividade e modernização é que relacionam as obras ao cartão). O prazo de entrega é junho de 2019, após o fim do mandato de Bill no Conselho. “O cartão é consequência desse processo”, diz Ester.

Segundo a diretora, a implantação do cartão foi avaliada à época em cerca de R$ 4,5 milhões, que seriam obtidos por meio de convênio com o Ministério da Saúde. O dinheiro seria repassado à Prefeitura de Campinas, que contrataria a IMA (Informática dos Municípios Associados), empresa de economia mista da cidade que desenvolveria o sistema. Nesta terça-feira, a IMA informou que o projeto não foi para frente após as eleições de 2012, quando houve troca de prefeitos. A empresa não sabe se o dinheiro do convênio chegou a entrar nos cofres da prefeitura. Procurados no fim da tarde, o governo municipal de Campinas e o Ministério da Saúde não responderam.

Bill disse que é comum projetos regionais começarem com um prefeito e terminarem com outro. “Temos que avançar com o projeto agora para que, à medida que as UBSs forem ficando prontas, já sejam implantados os sistemas que viabilizam o cartão (…)”, disse, por meio de sua assessoria.

O prefeito disse que pretende passar um pente-fino em projetos que, assim como o cartão saúde, não avançaram.

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