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Covid-19

Aumento de leitos deixou região na fase laranja do Plano São Paulo

Casos e mortes subiram mais de 90%, mas recuo para a fase restritiva da quarentena só deve acontecer se ocupação de leitos bater 80%

Por Marina Zanaki

18 de junho de 2020, às 09h01 • Última atualização em 18 de junho de 2020, às 10h50

O envio de novos respiradores e aumento de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na Região Administrativa de Campinas, da qual a RPT (Região do Polo Têxtil) faz parte, permitiu que as cidades continuassem na fase laranja do Plano São Paulo.

Os casos e mortes aumentaram mais de 90% na região desde a flexibilização, mas qualquer recuo para a fase vermelha só deve ocorrer se a ocupação de leitos chegar a 80% – atualmente, está em 70%.

As informações são do Secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi. Ele destacou que a taxa de ocupação de leitos será o fator decisivo para que a região se mantenha na fase laranja ou recue para a vermelha, com mais restrições.

“Os índices de internação, crescimento de casos e óbitos têm tido crescimento constantemente. Dentro disso, o índice que mais tem preocupado na região é ocupação de leitos. Estamos em 70% de leitos ocupados, há pouco mais de uma semana era 60%, pouco antes disso 50% e poucos”, afirmou o secretário.

Na semana passada, a região de Campinas foi mantida na fase laranja. Na ocasião, Vinholi disse que havia tendência de evolução da pandemia na região e que seria possível regredir no Plano São Paulo em sete dias caso fosse necessário.

Nesta quarta, ele lembrou que o governo estadual enviou cerca de 100 respiradores para a Região Administrativa de Campinas (22 deles enviados para a RPT).

“Importante ressaltar que, se não fossem os novos leitos de UTI implantados pelo Estado, a região já estaria no vermelho”, declarou.

Casos
Entre 1 e 16 de junho, os casos da Região Administrativa de Campinas mais que dobraram, saltando de 6.868 para 14.617. As mortes passaram de 341 para 655, um aumento de 92%.

A região administrativa contempla as DSR (Diretorias Regionais em Saúde) de Campinas, Piracicaba e São João da Boa Vista.

Segundo o governo, qualquer regresso ou progresso na região será avaliado somente na medição de dados da próxima semana.

A reclassificação das regiões vai ocorrer às sextas, a cada 15 dias. O governo ainda pode revisar a classificação em casos especiais.

Podcast Além da Capa
A pandemia do novo coronavírus completa três meses com a certeza de representar o maior desafio da carreira de gestores públicos em saúde, como é o caso dos secretários que atuam em cidades da região. Nesse episódio, o editor Bruno Moreira conversa com os responsáveis pelas pastas em Americana, Santa Bárbara e Nova Odessa sobre a experiência forjada pela crise.

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