Atos contra cortes na educação mobilizam mais de 350 na RPT

Protestos contra cortes de R$ 4,6 bilhões da educação e também contra a reforma da previdência reuniram professores, estudantes e sindicatos da região


Quatro das cinco cidades da RPT (Região do Polo Têxtil) tiveram nesta quarta-feira (15) protestos contra os cortes na área da Educação, anunciados pelo governo federal, e também em oposição à reforma da Previdência. Os atos reuniram pelo menos 350 pessoas na região, entre alunos, professores e sindicalizados.

A paralisação ocorreu em âmbito nacional após governo federal ter bloqueado R$ 2,4 bilhões que estavam previstos para a educação infantil e ensino médio, além de outros R$ 2,2 bilhões de universidades federais, totalizando R$ 4,6 bilhões a menos para a Educação.

Cerca de 40 pessoas se concentraram de manhã na subsede da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) em Americana e se deslocaram até São Paulo para participar do ato no vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo), durante a tarde.

O primeiro protesto saiu do Mollon, em Santa Bárbara d’Oeste, às 7h, em frente a Escola Estadual Neuza Maria Nazatto de Carvalho. Estiveram presentes cerca de 50 pessoas. “Por mais que a gente ainda não esteja no mercado de trabalho, isso (reforma da Previdência) afeta a gente e os nossos professores. A condição em escola pública não é muito boa, e um professor com 40 anos ter que trabalhar por mais 15 anos ainda, é desumano”, disse o estudante Vinicius Ricci Celestino, de 17 anos.

Foto: Natália Velosa - Divulgação
33 – Estudantes protestam em Americana contra cortes na educação

Única docente presente no ato em Santa Bárbara, Ester Vieira, de 33 anos, entende que o momento atual é de perseguição do governo aos companheiros de profissão. “Eu entendo que paulatinamente o governo está tentando fazer um desmonte na educação do Brasil. Ele [presidente] tem jogado a população contra os professores, a escola e as universidades”

Os manifestantes caminharam até a Praça Comendador Müller, em Americana, onde se juntaram a aproximadamente 150 pessoas que também protestavam, segundo a organização.

Foto: Natália Velosa - Divulgação
21 – Estudantes protestam em Americana contra cortes na educação

A professora e dirigente da Apeoesp Zenaide Honória, de 54 anos, disse que a reforma da previdência foi a principal pauta tratada durante as panfletagens no centro da cidade. “Nós professores somos os principais prejudicados nessa reforma. Nossa população já é pobre, agora teremos um país de miseráveis”, disse.

A estudante Carolina Domingos, de 18 anos, ingressou na PUC (Pontifícia Universidade Católica de Campinas) este ano através do Prouni (Programa Universidade Para Todos). Agora, teme perder sua bolsa integral. “Já é difícil entrar em uma universidade. Com esses cortes, vai ser mais ainda”, ressaltou.

Foto: Natália Velosa - Divulgação
17 – Estudantes protestam em Americana contra cortes na educação

Em Sumaré, o protesto aconteceu na Praça das Bandeiras, enquanto em Hortolândia a mobilização foi na Praça da Matriz.

Movimento

Cerca de 120 pessoas passaram pela Secretaria Municipal de Educação, em Americana, no ato promovido pelo Sindicato dos Servidores Públicos. Estiveram presentes representantes do Sindicato da Borracha, dos partidos Psol, PT, PDT, PC do B, movimentos estudantis e sociais de Americana.

Foto: Natália Velosa - Divulgação
7 – Estudantes protestam em Americana contra cortes na educação

O movimento social Emancipa realizou panfletagem na área central no período da tarde. O grupo se uniu ao ato realizado na Secretaria de Educação à noite e o protesto foi finalizado com uma caminhada até o Terminal Metropolitano.

“Esses cortes (na educação) são um projeto de entrega do serviço público para o mercado financeiro. A intenção é sucatear para privatizar depois”, declarou Beatriz Silva de Andrade, coordenadora do Emancipa.

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