Americana concentra maior parte das obras atrasadas da RPT

Tribunal de Contas aponta 28 construções paralisadas ou em atrasos na Região do Polo Têxtil; prefeitura diz que problemas vêm de gestões passadas


Dezesseis das 28 obras paralisadas ou em atraso na RPT (Região do Polo Têxtil) ficam em Americana. A prefeitura diz que a maioria das ações foi interrompida na gestão anterior e que o governo atual concluiu “muitas” das obras citadas. O valor inicial dos contratos chega a R$ 53,4 milhões.

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As informações constam em uma plataforma do TCE (Tribunal de Contas do Estado). Sumaré possui seis obras paradas ou atrasadas, Santa Bárbara d’Oeste tem três, Hortolândia, duas, e Nova Odessa, uma.

Os dados são atualizados a cada três meses. Em junho, o LIBERAL revelou que havia 29 obras paralisadas ou com o prazo vencido. No final de setembro eram 32, número que caiu para 28 em janeiro deste ano. A redução se deve, principalmente, a Santa Bárbara, que concluiu um e retomou outros dois projetos neste intervalo.

Em Americana, sete das construções são da área da saúde. Quatro UBSs (Unidades Básicas de Saúde), nos bairros Jardim dos Lírios, Vila Bertini, Vila Bela e Philipson Park; duas UPAs (Unidade de Pronto Atendimento), nos bairros Praia Azul e Dona Rosa; e uma ESF (Estratégia de Saúde da Família) do bairro Mário Covas.

Apesar de aparecer no sistema do TCE como irregulares, algumas obras já foram retomadas, argumenta a prefeitura. “Muitas foram concluídas pela atual gestão, como a UBS Dona Rosa e a creche do Vale das Nogueiras, já prontas. Outras, como revitalização da orla da Praia Azul e UBS da Praia Azul foram retomadas e estão em andamento”, argumentou.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Prefeitura desistiu de finalizar as obras da UBS Phillipson Park

Ao LIBERAL, a administração adiantou que não continuará outras oito obras. São elas: Praça de Esporte e Cultura do Jardim da Balsa, Academia da Saúde do Jardim Botânico, UBS do Vila Bela, Vila Bertine, Jardim dos Lírios e Phillipson Park, além da construção de creche no Jardim Santo Antonio e no Phillipson Park.

A gestão diz que o município não tem condições de finalizar e manter as estruturas. ”Das 16 obras, a maioria esmagadora é de obras com previsão de término ainda na gestão passada, que não foram realizadas por uso indevido dos recursos em outra finalidade ou por desistência”, afirmou a prefeitura.

Na região: Municípios do polo têxtil aparecem com obras problemáticas em plataforma do TCE

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