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Americana

Estudante do Objetivo chega à seletiva mundial de olimpíada de astronomia

Aluno Otávio Casagrande Ferrari, de 15 anos, vai participar de processo que pode colocá-lo como representante do Brasil

Por Da redação

02 fev 2020 às 08:11 • Última atualização 27 abr 2020 às 12:56

O estudante Otávio Casagrande Ferrari, de 15 anos, aluno do Objetivo Americana, conseguiu uma vaga para participar da seletiva que vai definir os representantes brasileiros nas olimpíadas internacional e latino-americana de astronomia e aeronáutica.

Esta é a primeira vez que um estudante do colégio consegue alcançar um nível tão alto na Olimpíada Brasileira de Astronomia, etapa que antecede a seletiva.

Otávio conta que tem afinidade com as disciplinas de matemática e física, mas que o interesse por astronomia surgiu após inscrever-se na olimpíada brasileira.

Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal
Interesse de Otávio por astronomia surgiu após inscrição em olimpíada brasileira; estudante de 15 anos se destacou no colégio

“Comecei a me aproximar mais desse assunto, a pesquisar, ver vídeo-aula sobre astronomia, acessei conteúdos e tive aulas que os professores [do Objetivo] deram para quem estava participando da olimpíada”, lembra o estudante.

A prova, realizada no próprio colégio no primeiro semestre do ano passado, rendeu a Otávio a medalha de ouro por seu desempenho. O nível alcançado possibilitou que ele participasse, ao lado de outros dois alunos da escola, de uma seletiva online.

Composta por três provas, a avaliação escolheu os estudantes que iriam disputar, presencialmente, uma vaga nas olimpíadas de astronomia da América Latina e do mundo. Apenas Otávio alcançou o resultado necessário, e vai viajar para o Rio de Janeiro em março para a próxima etapa, que prevê avaliações teóricas e práticas.

“Não esperava isso, foi de repente. Estou competindo com pessoas do segundo e do terceiro ano [do ensino médio]. Quando comecei e fiz a olimpíada eu estava no primeiro ano”, conta. Otávio diz que, dentro da astronomia, se interessa principalmente pela astrofísica.

Apesar de ter mergulhado na astronomia para participar da olimpíada, Otávio não é o tipo de adolescente que fica o tempo todo focado no desempenho escolar. Mãe de Otávio, a técnica em contabilidade Vilma Casagrande Ferrari, de 48 anos, diz que a rotina do filho envolve jogos e também atividades sociais.

“O Otávio é um garoto inteligente, de pouco estudo. Ele não é aquele aluno que fica pregado nos livros. Ele resolve com muita facilidade e tem poucas dúvidas. Todas as olimpíadas a gente estimula a participar, mas ele vai de livre e espontânea vontade nas que tem interesse”, explicou Vilma.

Estímulo

O Colégio Objetivo de Americana ofereceu aulas extras aos estudantes que fizeram a Olimpíada de Astronomia, com foco nas disciplinas de geografia e física para prepará-los para o conteúdo cobrado na prova.

Orientador educacional do colégio, Thiago Galassi Maraccini explica que a escola está inscrita na maioria das olimpíadas de ciências do País, além de marcar presença em disputas estaduais e regionais.

Essas aulas extras, como as que foram realizadas para a Olimpíada de Astronomia, fazem parte de um esforço do colégio para estimular o interesse pela ciência entre os estudantes.

Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal
Orientador ressalta incentivo a alunos

O orientador elogia o desempenho de Otávio na prova e considerou-o, por si só, uma vitória alcançada pelo estudante. “Do nosso ponto de vista, já é um mérito ele estar nessa fase. Estar onde ele está não é fácil”, declarou.

Thiago destaca que alunos do Objetivo tiveram resultados expressivos recentemente. Ele citou as 14 medalhas obtidas na prova Canguru de Matemática; os dois estudantes que alcançaram a fase nacional da Olimpíada de Informática; e os 14 alunos de Americana que chegaram a segunda fase da Olimpíada de Química na Unicamp.

“O colégio tem uma tradição de olimpíadas de ciência há muito tempo. O maior objetivo é aproximar o jovem da pesquisa, da ciência, de conteúdos que não necessariamente estão no programa curricular”, comenta o orientador. “O aluno precisa se abrir para outros conhecimentos”.

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