Operação mira chefes do tráfico em Nova Odessa

Três foram presos em flagrante e traficante morreu após apontar uma arma para a Polícia Militar


Foto: Marcelo Rocha - O Liberal.JPG
Delegada seccional de Americana, Martha Rocha de Castro e o delegado Luiz Carlos Gazarini

Uma operação coordenada pela Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Americana prendeu nesta sexta-feira, três pessoas suspeitas de comandarem o tráfico de drogas em Nova Odessa. Um dos alvos – Rafael de Lima, de 20 anos – morreu em confronto com a PM (Polícia Militar).

Segundo o capitão da PM Lindolfo Gustavo dos Santos, comandante da companhia de Força Tática do 48º Batalhão da PM, ele apontou uma arma para os policiais que tentavam cumprir um dos mandados de busca expedidos pela Justiça.

“Antes que ele atirasse os policiais fizeram dois disparos que o acertaram. Não é o resultado desejado. Fomos lá para prendê-lo, mas ele não queria ser preso”, disse.

Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em endereços de pessoas ligadas à venda de drogas na cidade. Foram apreendidos 1,7 quilo de maconha, 31 pinos de cocaína e 64 pedras de crack, além do revólver calibre 38 de Rafael.

Isaque de Lima Júnior, irmão de Rafael, foi um dos presos. Segundo a investigação, ele ocupa posição de comando regional na facção criminosa PCC (Primeiro Comando na Capital).

“O objetivo da operação era parar com o trabalho de secar gelo, que é a prisão dos vendedores de rua e mirar nas pessoas que lideram o tráfico na cidade. Com informações da Guarda Municipal e do setor de inteligência da PM, fizemos o monitoramento dessas pessoas desde novembro e, agora, com os mandados conseguimos efetuar três prisões em flagrante e apreender materiais que servirão para embasar outras investigações, como celulares e anotações”, afirmou o delegado Luiz Carlos Gazarini, responsável pela Dise.

Além dos dois irmãos, a Polícia Civil conseguiu prender uma mulher, moradora do bairro Jardim Alvorada, que repassava ordens do marido – preso desde 2015 – sobre a venda de drogas. O nome dela e do terceiro suspeito detido não foram divulgados. Um adolescente foi apreendido por ato infracional.

Apesar de liberadas, as outras pessoas investigadas na operação serão indiciadas pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. As penas para o crime variam entre cinco e 15 anos de prisão, enquanto as para o segundo vão de dois a cinco anos.

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